Sistema criado por brasileiros identifica mutações que tornam HIV mais resistente

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sistema de computador capaz de identificar mutações do HIV que tornam o vírus resistente ao tratamento. O Sistema de Identificação de Resistência aos Antirretrovirais (Sira) foi criado no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), com o objetivo de possibilitar que um teste de genotipagem ajude a definir quais medicamentos devem compor o tratamento de cada paciente.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 10% dos soropositivos que passam por terapia apresentam algum nível de resistência aos remédios, o que afeta a eficácia do tratamento. “Ao identificar as mutações majoritárias e minoritárias, o Sira possibilita uma escolha mais adequada de remédios. Isso é benéfico tanto para o paciente, que não ficará desprotegido e nem terá efeitos colaterais, quanto para o sistema público de saúde, que não desperdiçará remédios”, afirmou a pesquisadora Letícia Raposo em entrevista ao jornal O Globo. Ela desenvolveu a tecnologia durante seu doutorado em Engenharia Biomédica no Coppe. O sistema está atualmente em fase de testes no Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ. Em caso de resultados positivos, poderá ser usado em breve para atendimentos na universidade.

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