Rui diz que suplência no Senado será definida “sem agonia”

Em evento da Associação Nacional dos Transportes de Passageiros sobre Trilhos (ANPtrilhos), em Brasília, o governador Rui Costa (PT) disse que a chapa completa às eleições de outubro será divulgada no dia 4 de agosto e manteve que Jaques Wagner tem o compromisso de concorrer pelo Senado, e não como um “Plano B” do PT , no caso de Lula não poder participar do pleito por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Sobre a chapa, reafirmou que o PSB tem prioridade na definição da suplência ao Senado (já definido para Jaques Wagner e Angelo Coronel como titulares), e que a outra suplência está em discussão, mas que não há “agonia” para essa definição.

Quanto à indefinição em relação a Lula como pré-candidato ao Planalto, disse esperar que seja feita justiça no Brasil. “Acho vergonhoso que se tenha provas robustas contra os que foram presos com mala na mão transportando dinheiro, com dinheiro em conta, e todos eles sejam candidatos esse ano a senador, a deputado. O único contra o qual não se tem provas é o único que não vai ser candidato”, opinou.

Questionado sobre se tem convicção de que Lula não poderá concorrer, pediu justiça e serenidade às instâncias julgadoras. “Para que cheguem à conclusão de que o Brasil não precisa passar por essa vergonha”, disse.

Rui Costa foi um dos participantes do evento que reuniu os pré-candidatos à presidência da República Levy Fidelix (PRTB) e Henrique Meirelles (MDB). Todos falaram sobre a questão da mobilidade. Em sua apresentação, o governador da Bahia falou do metrô de Salvador, segundo ele, uma experiência “exitosa”, baseada em três pontos. O primeiro, a modelagem escolhida, a Parceria Público-Privada (PPP), com compartilhamento de riscos e ganhos.

“Esse projeto, na Bahia, tem uma banda de risco, o empresário assume 10% a mais ou a menos. Se der algum prejuízo, o empresário assume esse risco sozinho. Se der um lucro acima de 10%, o Estado compartilha desse ganho. Então existe compartilhamento de ganhos e perdas”, explicou.

O segundo ponto foi a segurança jurídica. “Buscamos cercar de garantias o projeto, entre elas, o Fundo Garantidor, que busca dar garantias caso haja alguma inadimplência. “Como acontece no momento. Já que o governo federal não está pagando a sua parte no metrô, hoje utilizamos quase R$ 20 milhões do fundo investido”, disse. O terceiro ponto é a desoneração do projeto, o que garante, na visão de Rui Costa, um preço “mais acessível” à obra.

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