Prefeito de Santo Amaro é processado por não pagar dívidas e cheques sem fundos

O empresário Fabio Wellingtom Carvalho e o dentista Ito Meirelles entraram na justiça contra o prefeito de Santo Amaro da Purificação, Flaviano Bonfim (PP), por dívidas de campanha eleitoral que não foram quitadas.

Carvalho cobra pagamento no valor de R$ 867.421 mil, atualizado até dezembro de 2019 mediante correção monetária e acréscimo de juros. No pedido a justiça, o autor declara que não tem condições financeiras para arcar com as despesas processuais.

Ele oferece como prova material para o processo cópias de notas promissórias e cinco cheques que não puderam ser descontados por ausência de fundos após um empréstimo no valor de R$ 700 mil. Ele descreve que antes de buscar a justiça para solucionar o episódio, “diversas tratativas amigáveis” foram tentadas sem êxito.

“Em junho de 2018 o requerido/acionado procurou o autor, sabendo que ele lida com a compra e venda de veículos para solicitar um empréstimo financeiro, alegando a necessidade de saldar algumas dívidas pessoais, comprometendo-se a realizar o adimplemento dos valores obtidos, dentro do prazo acordado”, narra os representantes de Carvalho em petição.

Segundo Carvalho, os empréstimos foram feitos em datas e valores fracionados em virtude do montante. Nesse contexto, os cheques e a notas promissórias foram fornecidas como garantias. O prefeito chegou a dizer que não poderia cumprir com o pagamento por está passando por dificuldades financeiras.

De acordo com o documento, o credor chego a recebeu um áudio por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp pedindo paciência com a situação. O teor do áudio que teria sido encaminhado pelo prefeito é descrito na petição.

“Bom tarde amigo. Tudo bom? Eu vou resolver a situação, certo? Eu não to esquecido, eu sei da situação, agora tenha paciência que eu vou resolver, eu tô com aqueles pepinos todos… noventa por cento, graças a Deus já resolvido, tô resolvendo, você sabe que não é da noite para o dia, não é fácil, mas vou resolver sim”, descreve.

O autor ingressou com a notícia crime a respeito da situação em novembro do ano passado. Já Meirelles, recorreu à justiça para receber R$ 75.006 mil. Ele também solicitou o direito a ter assistência judiciária gratuita no processo, e, em março deste ano, foi um dado um prazo para que fossem apresentados documentos que comprovassem a vulnerabilidade econômica.

Os processos seguem na Vara de Relações de consumo Cíveis e Comerciais de Santo Amaro. A reportagem não conseguiu o contato da assessoria do prefeitura do município para ter um posicionamento oficial a respeito dos processos.

Bocãonews

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