PF prende ex-ministro, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer na investigação da MP dos Portos

O advogado José Yunes, 80, preso nesta quinta (29), é citado em inquérito sobre o decreto dos portos que investiga o presidente Michel Temer (MDB), o ex-deputado e ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) e um sócio e um diretor da empresa Rodrimar, que atua no porto de Santos (SP).

A investigação apura se Temer praticou os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.  José Yunes é próximo de Temer e citado no inquérito. Editado em maio do ano passado, o decreto suspeito ampliou de 25 para 35 anos os prazos dos contratos de concessão e arrendamento de empresas que atuam em portos e permitiu que eles possam ser prorrogados até o limite de 70 anos.

Em junho de 2017, o então procurador-geral da República Rodrigo Janot pediu a abertura de um inquérito para investigar o presidente Michel Temer e a edição do Decreto dos Portos. Segundo a PGR, há indícios de que o decreto assinado por Temer tenha beneficiado a Rodrimar.

À época, a Rodrimar afirmou não haver amizade entre seu dono, Antônio Grecco, e o presidente.  “A Rodrimar informa que nunca pagou ‘propina’ ou ‘caixinhas’ a quem quer que seja. Isso já foi apontado em inquérito arquivado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Qualquer acusação neste sentido é falsa”, disse a nota em junho. Grecco também foi preso nesta quinta.

Também é mencionado no inquérito o coronel João Baptista Lima Filho, aposentado da Polícia Militar de São Paulo e próximo do presidente Temer desde os anos 1980. “É um absurdo”, disse Yunes nesta quinta sobre a prisão, ordenada pelo ministro Luis Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal). “É um caso em que eu já depus e tudo”, afirmou.

Ex-ministro Wagner Rossi é mais um preso na PF que investiga setor de portos

Ex-ministro Wagner Rossi é mais um preso na PF que investiga setor de portos

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

O ex-ministro Wagner Rossi foi preso na manhã desta quinta-feira (29) em uma das ações da Operação Skala, deflagrada pela Polícia Federal. Também foi preso Milton Ortolan, auxiliar de Rossi. A operação foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que investiga se Temer, por meio de decreto, beneficiou empresas do setor portuário em troca de suposto recebimento de propina. Na mesma operação da PF, foram presos nesta quinta o advogado José Yunes, amigo do presidente Michel Temer, o ex-coronel João Batista Lima, outro amigo de Temer, e Antônio Celso Greco, dono da empresa portuária Rodrimar, que atua no porto de Santos.

 

 

 

Amigo de Temer, Coronel Lima é preso pela Polícia Federal em São Paulo

Amigo de Temer, Coronel Lima é preso pela Polícia Federal em São Paulo

Foto: Reprodução

O coronel João Batista Lima Filho, amigo do presidente Michel Temer, foi preso na manhã desta quinta-feira (29) em São Paulo pela Polícia Federal, de acordo com a TV Globo. A PF também prendeu em São Paulo o advogado José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer e, em Monte Alegre do Sul (SP), o empresário Antonio Celso Greco, dono da empresa Rodrimar, que opera no porto de Santos. As prisões são parte da Operação Skala, deflagrada nesta quinta pela PF em São Paulo e no Rio de Janeiro.

 

 

 

'É um absurdo', afirma Yunes sobre prisão, pouco antes de entregar celular

‘É um absurdo’, afirma Yunes sobre prisão, pouco antes de entregar celular

Foto: Reprodução / YouTube

O advogado José Yunes criticou o mandado de prisão autorizado contra ele em entrevista à coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. “É um absurdo”, declarou, pouco antes de entregar o seu celular às autoridades. Ele foi preso pela Polícia Federal durante a manhã desta quinta-feira (29). Yunes admitiu que o mandado foi motivado pelo inquérito que apura se um decreto assinado pelo presidente Michel Temer beneficiou empresas do setor de portos em troca de propina. “É um caso que eu já depus e tudo”, disse à coluna de Mônica Bergamo.

 

 

PF prende dono da Rodrimar Antônio Grecco

PF prende dono da Rodrimar Antônio Grecco

Foto: Reprodução / conferente santos

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (29) o empresário Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar. A empresa, que atua no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, é suspeita de ter sido beneficiada por um decreto de 2017 de Michel Temer em troca de suposto recebimento de propina. José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente, também foi preso. Inicialmente, a PF tentou localizar Grecco em Santos, mas o empresário só foi encontrado em Monte Alegre do Sul, cidade do interior do estado. Ele deve ser levado para a sede da PF em São Paulo. A PF faz buscas na Rodrimar, na zona portuária de Santos, e no apartamento de Grecco, na praia do Gonzaga.

 

 

 

Polícia Federal prende José Yunes, amigo e ex-assessor de Michel Temer

Polícia Federal prende José Yunes, amigo e ex-assessor de Michel Temer

Foto: Reprodução / YouTube

A Polícia Federal prendeu durante a manhã desta quinta-feira (29) em São Paulo o advogado José Yunes, amigo e P. De acordo com informações da jornalista Andréia Sadi, a prisão foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota, a defesa de Yunes criticou a decisão e a classificou como “ilegal”. “É inaceitável a prisão de um advogado com mais de 50 anos de advocacia, que sempre que intimado ou mesmo espontaneamente compareceu a todos os atos para colaborar. Essa prisão ilegal é uma violência contra José Yunes e contra a cidadania”, escreveu o advogado José Luis de Oliveira Lima. Em novembro do último ano, Yunes prestou depoimento à Polícia Federal como parte do inquérito que apura se um decreto assinado por Temer beneficiou empresas do setor de portos em troca de propina. Yunes foi assessor especial da Presidência até dezembro de 2016.

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