Paciente de Dr. Bumbum, baiana relata problema após tentar corrigir problema nos glúteos

Uma baiana de Salvador teve problemas de saúde após fazer um procedimento estético com o médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como Dr. Bumbum. Ela é empresária e gastou R$ 22 mil, na tentativa de corrigir um afundamento nos glúteos.

Denis foi preso no Rio de Janeiro na tarde de quinta-feira (19) após a morte da bancária Lilian Calixto, 46, que foi internada após fazer um procedimento com ele

A mulher, que preferiu não ser identificada, relata que procedimento foi feito na cobertura do médico, que fica em um condomínio da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, mesmo local onde Lilian realizou o procedimento que a levou à morte. Segundo ela, o processo foi feito de forma agressiva.

“Meu glúteo ficou muito inchado, porque ele faz o procedimento de uma forma agressiva. Começou a desinchar e ficou muito torto. Antes de começar a infecção, meu glúteo começou a ficar deformado. Começou a aparecer umas gorduras nas laterais. Quando eu cheguei no 10º dia, mais ou menos, a secreção começou a sair e foi muita secreção”, lembra a vítima.

No corpo dela, Dr. Bumbum colocou 820 ml de polimetilmetacrilato, em agosto do ano passado. A substância não é proibida, mas não é indicada para tratamento estético.

“Com relação à quantidade, eu realmente não sabia que teria que ser pequena, porque quando eu busquei, eu pesquisei. Eu vi várias pessoas que tinham feito com quantidades que ele aplicou em mim e que não tiveram problema nenhum”, pontua.

Ela lutou contra uma infecção durante dois meses. De dezembro a julho, a mulher fez três cirurgias de reconstrução do glúteo e gastou mais de R$ 40 mil.

“Eu tinha que fazer drenagem [da secreção] todo dia. Apertava, apertava o glúteo para a secreção sair e não melhorava. Foi diagnosticado uma infecção, em uma ultrassonografia e uma biopsia que eu fiz. Nisso foi constatado um processo infeccioso e foram 60 dias de tratamento que resultou num glúteo totalmente deformado”, conta.

A mulher conta que se sentiu enganada, e que as marcas do procedimento vão ficar por muito tempo – na pele e no psicológico.

“Eu não fui desinformada. Achei que eu estava nas mãos de uma pessoa íntegra, de uma pessoa honesta, mas não foi isso o que aconteceu. Eu me sinto péssima. Além da parte física, tem a parte psicológica, e essa eu acho que vai levar um bom tempo para recuperar”, disse.

Caso

Com mais de 600 mil seguidores na internet, Denis Furtado, o Dr. Bumbum como era conhecido, se dizia uma referência em bioplastia, técnica de preenchimento usada para remodelar partes do corpo. Ele divulgava nas redes sociais os procedimentos que fazia.

Denis foi indiciado por homicídio qualificado, quando a pessoa assume o risco de matar alguém e associação criminosa, depois que uma paciente dele morreu em decorrência de complicações após um procedimento feito pelo médico.

A bancária Lilian Calixto, 46 anos, pagou R$ 20 mil para fazer um preenchimento nos glúteos com polimetilmetacrilato.

Além de Denis foram presas também a namorada dele, Renata Fernandes Cirne, 19, que trabalhava como secretária do médico, e a mãe Maria de Fátima Furtado, que também é médica.

Uma terceira mulher, a técnica de enfermagem, Rosilane Pereira da Silva, não teve a prisão autorizada pela Justiça. Segundo a polícia, Rosilane emprestou o nome para a abertura da clínica de Denis, que na verdade é um salão de beleza.

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