Museu do Cinema de Cachoeira fecha as portas por falta de apoio

Um patrimônio de valor incalculável está prestes a se perder por falta de apoio dos poderes públicos. O Instituto Roque Araújo de Cinema e Audiovisual-IRA, situado na cidade de Cachoeira, encerrou as atividades por falta de apoio que a prefeitura municipal prestava, disponibilizando funcionarias para auxiliar na recepção de visitantes, que em três anos registrou nos livros de freqüência aproximadamente 50 mil visitantes.

Para o coordenador do IRA e cineasta Roque Araujo, a Bahia perde muito com o fechamento do único museu desse porte no país. “Sem continuidade do contrato de parceria firmado pela Prefeitura de Cachoeira, o Instituto Roque Araújo de Cinema e Audiovisual (IRA) deve fechar. Ultimamente, eu estou pagando funcionário com o meu dinheiro, pago minha passagem para lá, a hospedagem e a alimentação. Estou fazendo um trabalho para o benefício da cidade e não tenho suporte nenhum. Eu poderia ter colocado o Museu em qualquer outra parte do Brasil, podia ser no Rio, em São Paulo, tive vários pedidos para levar para lá. Eu preferi a Bahia porque sou baiano e quis que os baianos tivessem o único museu específico de cinema e audiovisual”, desabafou Roque.

O único apoio que o IRA recebe é do Governo do Estado através do IPAC – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural, que emprestou o imóvel para instalar o museu. Nem o prefeito da cidade e muito menos a Universidade Federal do Recôncavo-UFRB, que goza do prestígio e além disso, possui cursos de cinema e comunicação, não apoiam em nada o IRA.

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