MP-GO pede prisão de João de Deus por crimes sexuais; pelo menos duas baianas estão entre vítimas

Até agora, mais de 200 mulheres denunciaram o médium por crimes sexuais

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) pediu, na tarde desta terça-feira (12),  a prisão preventiva do médium João de Deus, acusado de praticar crimes sexuais contra mais de 200 mulheres. Entre as vítimas, está uma baiana, de identidade não revelada, que prestou depoimento ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) também nesta segunda (11). Além dela, outra baiana, que mora em Goiás, também foi violentada (saiba mais abaixo).

De acordo com o MP baiano, a partir de agora, seguindo as determinações estabelecidas pela força-tarefa responsável por investigar as acusações, o depoimento será encaminhado a Goiás, onde estão os demais.

Além da Bahia, mulheres de São Paulo, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, já denunciaram o líder religioso. Duas vítimas são do exterior, uma dos Estados Unidos, outra da Suíça.

Baianas
O MP-BA oficializou a denúncia de uma baiana nesta segunda-feira (11). O depoimento dela foi encaminhado ao MP-GO, onde foi montada uma força-tarefa para investigar os casos, que conta com cinco promotores de Justiça e duas psicólogas.

No entanto, Simone Soares, que nasceu na Bahia e mudou-se para Goiás ainda na adolescência, depois que o pai dela descobriu uma doença nos olhos, também foi vítima de João de Deus. Ela é, até o momento, a segunda baiana a prestar depoimento contra o religioso.

Em entrevista ao Jornal da Globo (TV Globo), a mulher disse que o médium era muito confiante.

“Ele achava que ninguém conseguiria impedi-lo de continuar a fazer isso [praticar os abusos]. Não foi só uma vez, foram várias vezes que ele fez isso comigo, e eu sempre estava errada, era a mentirosa, alguém que falava algo fora da verdade”, contou.

Prisão preventiva
O pedido de prisão preventiva foi feito no final da tarde dessa terça-feira pelos promotores Luciano Miranda e Patrícia Otoni, do MP-GO, na promotoria de Abadiânia. Os dois são os responsáveis pela força-tarefa montada no estado.

A petição com o pedido de prisão, que ainda não consta no sistema do Tribunal de Justiça de Goiás, porque, segundo o órgão, o processo está em segredo de Justiça, deve ser analisada pelo juiz Fernando Chacha, que é responsável pela comarca.

João de Deus compareceu à Casa Dom Inácio de Loyola, onde realiza os trabalhos espirituais, na manhã desta quarta-feira.

Essa foi a primeira aparição dele após a divulgação das denúncias. O médium disse que era inocente e confiava na Justiça de Deus e dos homens.

 

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