Lúcio diz que situação prisional de Geddel não atrapalha sua corrida eleitoral

eputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) afirmou que a situação prisional do seu irmão Geddel Vieira Lima não o atrapalha na sua corrida eleitoral para buscar reeleição à Câmara dos Deputados. Junto com a mãe, Marluce Vieira Lima, os dois são réus no Supremo Tribunal Federal (STF) no caso dos R$ 51 milhões apreendidos em um apartamento em Salvador.

Lúcio, quem também é alvo de processo no Conselho de Ética da Câmara por suposta quebra de decoro parlamentar, pontuou que seu principal desconforto é de ordem pessoal com a ausência do irmão, mas assegurou que as tratativas com aliados e lideranças políticas no interior da Bahia estão mantidas.

“Me causa problema pessoal de tristeza. Um irmão muito querido, que eu amo muito, grande amigo, grande companheiro, isso me incomoda. Do ponto de vista eleitoral, está todo mundo falando da minha superação. Eu não devo nada a ninguém, não sou culpado de nada. Ele não foi nem condenado. Aqueles que condenam previamente são culpados de muita coisa. Aqueles que condenam, que gritam, que querem chamar atenção é normalmente para desviar atenção deles. Sou uma pessoa de muitos amigos, companheiros que respeita a todos”, disse em entrevista à rádio Metrópole FM.

O emedebista sustentou que presta esclarecimentos à Justiça e que tem a “consciência limpa” de não ter praticado ilegalidades.

“A única coisa que eu não gostaria de ser é prisioneiro da minha consciência. Estou com minha consciência liberta. A única dor que tenho é a dor da consciência limpa. É uma dor maior até que a dor do parto. Vou com tranquilidade e cabeça erguida, tenho tido o apoio de muitas pessoas. Só tenho recebido mensagem de apoio, de estímulo. Eu tenho uma obra, você não vai querer julgar o legado de uma pessoa por uma coisa momentânea e, inclusive, apenas uma peça acusatória, onde estou me defendendo e a verdade no final vai aparecer”.

Ele ainda detalhou que, apesar dos embaraços judiciais, busca manter a rotina de atividades legislativas e particulares.

“Nunca, em nenhum momento me abati. Viajo para todas as cidades, vou em shopping, vou em restaurante, levo minha vida com normalidade […] se eu for parar para ficar pensando nos problemas, eu deixo de fazer até a função para a qual fui eleito. Eu tenho que estar tranquilo para ir nos ministérios arrumar verba para os municípios, eu tenho que estar com a cabeça boa para fazer pronunciamentos, para defender causas, eu não vou deixar de viver”, acrescentou.

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