Leão senta-se à mesa nesta quinta com Rui para iniciar debate sobre espaços

Concluída a reforma administrativa é hora de o governador Rui Costa (PT) se debruçar sobre a arrumação da sua nova gestão. Nesta quinta-feira (20), ele senta-se à mesa com o vice-governador João Leão, que é presidente estadual do PP e a divisão de cargos deve figurar entre as principais pautas, conforme revelou o próprio Leão.

O partido, que já possui amplo espaço no governo, não nega que pelo seu tamanho conquistado nas últimas eleições possui legitimidade para ampliar ainda mais o seu território nas hostes governistas.

“Elegemos seis deputados estaduais e estamos caminhando para formar uma bancada de nove parlamentares na Assembleia Legislativa da Bahia, enquanto na Câmara Federal devemos passar de três para cinco. E quando o assunto é o número de prefeituras: elegemos 57 prefeitos e passamos para 67, mas devemos chegar a 80. Então, é lógico, que isso não pode ser ignorado, mas tudo será debatido com tranquilidade, sem ambição”, frisou o vice-governador.

Questionado sobre os pretensos postos que a legenda estaria de olho e as estratégias para obtê-los, Leão se limitou a dizer que isso ficará à cargo do governador Rui Costa.

Nos bastidores, porém, o comentário é que o PP tem em mente entregar a Secretaria de Planejamento (Seplan) por ser engessada, com vistas em uma pasta mais “robusta”, emplacar ainda o deputado estadual Luiz Augusto, derrotado nas urnas, no Detran e manter os cargos técnicos.

Isso tudo, sem computar a presidência da Assembleia Legislativa, sob o comando do deputado Nelson Leal.

Em meio a disputa por cargos, Otto diz que PSD não criará obstáculos: “meta é ajudar a superar a crise”

Em meio a disputa por cargos entre aliados na composição do próximo governo Rui Costa (PT), o senador Otto Alencar assegurou que o PSD, partido presidido por ele no estado e segunda maior bancada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), não criará obstáculos.

Segundo ele, a meta é ajudar a superar a crise. A convocação para o debate, segundo Otto, só deverá ocorrer após as festas de final de ano.

“Mas não temos metas de ampliar espaços e não criaremos obstáculos. A meta é ajudar a atravessar a crise que está por vir, nosso juízo é ajudá-lo. Afinal, não sabemos quanto tempo vai durar, ninguém sabe, o que sabemos é que é profunda, com o índice de desemprego altíssimo”, elencou em conversa.

O senador complementou que diante de todo esse cenário ainda não se sabe que direção o governo federal tomará em relação à Bahia. “E essa também é a nossa grande preocupação, se continuará a retaliação, a marcação cerrada contra a Bahia. Mas, o que se espera que é não aja uma luta ideológica fraticida”, concluiu, reforçando que “tudo isso é muito mais importante que divisão de cargos”.

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