Indústria baiana perde participação na economia do Nordeste

O retrato é de 2017, entretanto o cenário de lá para cá permanece inalterado. A indústria baiana está regredindo, tal qual Benjamin Button, aquele do filme do caso curioso. Após os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre mostrarem a menor participação do setor na economia em dez anos, ontem foi a vez da Pesquisa Industrial Anual (PIA) de 2017 mostrar o encolhimento da atividade industrial na comparação com os outros estados da região Nordeste e mesmo com a média nacional.

Em dez anos, entre  2008 e 2017, a participação da indústria baiana na região Nordeste caiu de 52,6% para 40%. Em apenas um ano, entre 2016 e 2017, a atividade encolheu 2,6 pontos percentuais na comparação regional, passando de 42,6% para 40%. O estado manteve a sétima posição na participação do PIB industrial nacional, apesar da queda de 4,4% para 4% no resultado, entre 2016 e 2017. O valor adicionado pela atividade ao PIB apresentou uma retração de R$ 1,6 bilhão, em relação ao ano anterior. Foi o pior resultado em em termos absolutos e o sexto pior em termos percentuais.

Mesmo com os resultados ruins, o estado manteve também a posição de liderança no total da atividade industrial na região Nordeste. Entre 2016 e 2017, quem mais ganhou participação na região foram os estados de Pernambuco – de 18,7% para 20,3%–  e o Ceará, que passou de 14,3% para 15,0%.

Comparando com 2008, quando a Bahia respondia por mais da metade do valor gerado pela indústria nordestina (52,6%), Pernambuco também lidera no ganho de participação, passando de 11,9% para 20,3%, e o Ceará apresenta o segundo maior aumento, passando de 11,6% para 15,0%.

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