Glenn Greenwald pede demissão do The Intercept após suposta censura

O jornalista Glenn Greenwald usou as redes sociais, nesta quinta-feira (29) para informar que não faz mais parte do site The Intercept, do qual é um dos fundadores. Segundo o jornalista, um dos seus artigos, que traria críticas ao candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden foi censurado.

“Não contentes em simplesmente impedir a publicação deste artigo no meio de comunicação que eu co-fundei, esses editores da Intercept também exigiram que eu me abstivesse de exercer um direito contratual separado de publicar este artigo com qualquer outra publicação”, disse Glenn.

O nome de Glenn ficou popular após, em junho de 2013, através do jornal britânico The Guardian, Glenn Greenwald foi um dos jornalistas que, em parceria com Edward Snowden, levaram a público a existência dos programas secretos de vigilância global dos Estados Unidos, efetuados pela sua Agência de Segurança Nacional (NSA).

Glenn também ficou conhecido no Brasil, após publicar matérias com vazamento, de fonte anônima, em junho de 2019, contendo conversas no aplicativo Telegram entre o ex-juiz Sérgio Moro e o promotor Deltan Dallagnol no âmbito da Operação Lava Jato com evidências de “discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da força-tarefa da Lava Jato”.

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