Fábio Vilas-Boas afirma que pode faltar vacina na Bahia, mas garante: “Não vai faltar dose pra quem já tomou a primeira”

Depois de uma longa espera, a Bahia recebeu, na noite da última segunda-feira (18), 376.600 doses da Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a empresa chinesa Sinovac Biotech, que deve imunizar a população contra a Covid-19. Diante do processo de vacinação, iniciado nesta terça-feira (19) em todo o estado, muito tem se especulado acerca da quantidade insuficiente de doses que chegaram aos municípios. Para comentar o assunto, o PNotícias entrevistou, na manhã desta quarta-feira (20) o secretário estadual de Saúde Fábio Vilas-Boas, que afirmou que há possibilidade de faltar vacina na Bahia, mas garantiu: “Não vai faltar dose pra quem já tomou a primeira”.

De acordo com o secretário, toda as cidades baianas receberam a vacina contra a Covid-19: “Todos os municípios já têm a Coronavac, já começaram a vacinar a população de risco. Nós tivemos uma operação logística ontem, que conseguiu em menos de 24 horas fazer com que a vacina chegasse aos quatro cantos do estado”, disse.

Vilas-Boas explicou como funciona a dinâmica de prioridade da vacinação, que segundo ele, é determinada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para todo o país: “Nas atribuições do sistema de Saúde, quem compra a vacina é a União e distribui para os estados. Aos estados cabe receber, armazenar, distribuir, fiscalizar a aplicação e monitorar os efeitos adversos. Aos municípios cabe aplicar a vacina na população”, explica.

“Agora, quem define o perfil é o SUS. A grande beleza do SUS no Brasil é que nós falamos a mesma língua. O mesmo perfil de pessoas idosas albergadas, pessoas que trabalham na linha de frente da Covid e índios, deve ser aplicado em todas as localidades”, acrescentou.

Diante da grande expectativa da população baiana para se imunizar contra a Covid-19, surgiu ainda uma preocupação acerca da quantidade insuficiente das doses que chegaram ao estado até o momento. Segundo Fábio Vilas-Boas, existe a possibilidade de faltar a vacina. “Pode haver a possibilidade. Nós estamos aguardando o ressuprimento. Não vai faltar dose pra quem já tomou a primeira, esses têm a segunda dose garantida”, afirmou.

“Existe a possibilidade de nós concluirmos esse ciclo de 380 mil doses e não termos o ressuprimento. Isso existe, eu não acredito. Acredito que as vacinas vão chegar, que a China vai continuar mandando vacinas pro Brasil, mas que é possível, é”, continuou.

O secretário chamou ainda a atenção para a dificuldade de acesso ao imunizante, já que este não está sendo fabricado no Brasil: “Nós não fabricamos vacina em território brasileiro, nós importamos todas, nós dependemos de uma relação com outro país, do outro lado do Planeta, uma relação que está cada vez mais complicada, conflituosa, com coisas inadequadas sendo ditas por pessoas importantes da República e isso pode ter consequências desastrosas para o povo brasileiro”, concluiu.

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