Executiva nacional do Podemos aprova expulsão de Marco Feliciano

A executiva nacional do partido Podemos ratificou, nesta segunda-feira 6, um pedido para expulsar o deputado federal Marco Feliciano, que havia sido deliberado em 9 de dezembro pelo diretório estadual da legenda em São Paulo.
A decisão foi ratificada por unanimidade. Segundo a assessoria do partido, Feliciano foi expulso por infidelidade partidária. O ato ocorre depois de um processo no diretório estadual, que analisou “infração e violação à disciplina, à ética, à fidelidade e aos deveres partidários”.

Uma das questões citadas é o uso de recursos públicos pelo deputado para fins particulares, em referência ao tratamento dentário pelo qual o parlamentar pagou 157 mil reais em agosto, com dinheiro da Câmara.
Em sua rede social, Feliciano afirmou que sente “orgulho” de ser expulso. Ele sustenta que foi colocado para fora por apoiar o presidente Jair Bolsonaro e acusou o vereador e presidente estadual do partido, Mario Covas Neto, de colocar o diretório paulista a serviço da candidatura de Bruno Covas (PSDB-SP). Afirmou, ainda, que o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) de “age como o PT” e “aposta no quanto pior, melhor”.

“Covas Neto e Álvaro Dias só pensam em seus projetos pessoais e eleitoreiros, em detrimento dos interesses do Brasil e de São Paulo. Covas Neto transformou o Podemos de SP em um puxadinho do PSDB, a serviço da candidatura do sobrinho. Já Álvaro Dias (que saiu anão da eleição presidencial com menos de 1% dos votos) age como o PT e aposta no quanto pior melhor. Ao invés de ajudar um governo que não tem escândalo de corrupção e está tirando o Brasil do atoleiro, só pensa em ser presidente da República”, disse o parlamentar, em nota.

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