Delegado que pediu prisão de Dilma é aliado de Moro

O pedido de prisão de Dilma Rousseff, de Renan Calheiros, Jader Barbalho, Guido Mantega, Vital do Rego Filho e Valdir Raupp é assinado pelo delegado da Polícia Federal Bernado Guidali Amaral, o mesmo que em agosto concluiu um inquérito que foi enviado no dia 26 daquele mês ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, ele apontava “elementos concretos e relevantes” de que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cometeu os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A investigação tinha como base delações premiadas de executivos da construtora Odebrecht.

Além do presidente da Câmara, a acusação envolvia o seu pai, o ex-prefeito César Maia (DEM), que eram acusados de aceitarem e pedirem colaborações financeiras ilegais da Odebrecht em 2008, 2010, 2011 e 2014.
O processo foi entendido na Câmara como um aviso de Moro a Rodrigo Maia, já que o delegado Bernardo Guidali Amaral é apontado como sendo da extrema confiança do ministro.

O delegado é o mesmo que pediu a prisão de Dilma Rousseff e de Renan Calheiros, entre outros políticos, em processo de 161 páginas que Fórum teve acesso e que foi negado por Edson Fachin.

Além da prisão temporária, o delegado pede busca e apreensão nos escritórios e nas residências dos citados. No caso de Dilma as buscas se dariam no apartamento de Porto Alegre.

O processo em questão diz respeito a suposta compra de apoio do PMDB por parte da campanha da ex-presidenta na eleição de 2014.
O delegado considerado como homem de confiança de Moro ainda pedia busca e apreensão nos gabinetes das autoridades citadas no caso:

Ressalta-se que as medidas de busca estão sendo solicitadas também para os gabinetes dos Senadores Federais, dos Governadores de Estados e de Ministro do Tribunal de Contas da União com envolvimento nos fatos, tendo em vista a necessidade de exaurir o esforço investigativo sobre os efetivos beneficiários das condutas praticadas – ou seja projetar a investigação para além da figura dos intermediários utilizados , de modo a permitir que todos os atores do Sistema de .Justiça Criminal tenham um juízo cognitivo completo a respeito do envolvimento ou não das autoridades públicas nas práticas criminosas investigadas”, argumentou no pedido.

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