Decisão não é dele”, diz Bolsonaro sobre intenção de Moro de destruir mensagens hackeadas

presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (27) que não cabe ao ministro da Justiça Sergio Moro decidir se as mensagens obtidas pela Polícia Federal nas investigações sobre os hackers que invadiram os celulares de autoridades.

Na quarta-feira, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, disse ter recebido um telefonema de Moro, para informá-lo de que estava na lista de hackeados. Segundo Noronha, o ministro informou que as mensagens obtidas seriam “descartadas”.

“A decisão de possível destruição não é dele (Moro). Podemos pensar e torcer por alguma coisa, mas o Moro não fará nada do que a lei não permite. Agora, foi uma invasão criminosa. Eu não tive esse problema porque nada trato de reservado nos meus telefones”, afirmou Bolsonaro, após participar nesta manhã da formatura anual da turma de novos paraquedistas das Forças Armadas no 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista, na Vila Militar, na Zona Oeste do Rio.

As intenções de Moro geraram reação por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, que disse a Justiça é responsável por decidir o destino do conteúdo. A oposição resolveu recorrer à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro. Em resposta, PF informou em nota que caberá à Justiça decidir sobre o que será feito com as mensagens.

O presidente ainda fez alusão à investigação sobre seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que alega ter tido o sigilo quebrado nos relatórios do Coaf.

“Invadir a privacidade das pessoas, quebrar sigilo sem autorização judicial também é crime”, completou.

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