Candeias: Obras no Museu Wanderley Pinho terão investimento de R$ 26 milhões

O Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, localizado na cidade de Candeias, será contemplado pelo Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), por meio da Secretaria de Turismo do Estado) (Setur), com um investimento de aproximadamente R$ 26 milhões. Os recursos serão aplicados em obras de restauração e recuperação, englobando o casarão e entorno.

O anúncio do edital de licitação para realização das obras foi feito pelo governador Rui Costa nesta terça-feira (27), durante a entrega do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Candeias. O patrimônio histórico, datado do século XVI, é administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), autarquia vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (Secult). Ele fica localizado onde funcionava o Engenho Freguesia.

As intervenções têm como objetivo incorporar o museu ao roteiro turístico da região, com foco nos segmentos cultural, histórico e náutico, este último em virtude da localização. A reforma prevê o restauro da casa grande, capela e da antiga fábrica; bem como serviços de paisagismo e a construção de um complexo museológico com integração entre ecologia, etnografia, arqueologia, história e arte.

Atracadouro

Além da requalificação do museu e do entorno, outra obra importante para o local será a recuperação do atracadouro, cuja licitação já está em fase de conclusão. Esta estrutura náutica será resolvida a partir da ponte de acesso existente, que será totalmente recuperada, com aproveitamento da fundação (estacas). O mesmo procedimento ocorrerá com o pier fixo. Entre outras obras previstas está a implantação de uma ponte articulada móvel. O valor previsto do investimento é em torno de R$ 2 milhões.

O museu

Erguido no século XVI, à margem da Baía de Todos-os-Santos, em Caboto, distrito de Candeias, o antigo Engenho Freguesia foi transformado em museu-casa em 1971, devido ao seu valor histórico e a sua importância para a região do Recôncavo Baiano. Construído em terras doadas pelo então governador-geral do Brasil, Mem de Sá, o casarão foi alvo das invasões holandesas, em 1624, e vivenciou momentos de apogeu na produção de açúcar até a segunda metade do século XIX. Quando as leis abolicionistas passaram a vigorar no país, o engenho entrou em decadência e, em 1890, as moendas de cana-de-açúcar foram desativadas.

O conjunto arquitetônico inclui casa-grande com 55 cômodos, fábrica e capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição da Freguesia. O acervo é composto das coleções: imaginária, mobiliário, paramentos, indumentária, desenho, pintura, cerâmica e fotografia, além de peças de tecnologia rural e industrial e instrumentos de suplício. Atualmente, devido à realização de obras para recuperação física do conjunto arquitetônico, o Museu do Recôncavo Wanderley Pinho está fechado para visitação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *