Amargosa: Polícia prende acusado de fraudes a empresas e a União Federal

Após seis meses de investigação, a Polícia Civil de Amargosa deflagra operação de combate a fraudes contábil e prende acusado da prática de vários crimes.

Na tarde desta segunda-feira, 28, a Polícia Civil de Amargosa, em cumprimento a mandado judicial de busca domiciliar, se dirigiu a residência de Luciano Andrade dos Santos, mais conhecido como “Luciano Contador”, 38 anos. Durante as buscas, foram apreendidos 10 munições para arma de fogo calibre 38; 31 carteiras de trabalho; 70 cartão Cidadão, alem de cartões do bolsa família, CEF, CPFs e IPVA. Foram apreendidos ainda 01 (um) pássaro da fauna silvestre brasileira, conhecido por “azulão”, mais 400 cópias de documentos de diversas pessoas e anotações de um “esquema criminoso” que fraudava empresas da região e a União.

De acordo com as investigações, “Luciano Contador” fazia anotações falsas nas empresas que contratavam o escritório de contabilidade onde trabalha, informando a existência funcionários fictícios a partir de dados constantes nas carteiras de trabalho e numeração do PIS, objetivando o saque do abono salarial.

Para se ter uma idéia da dimensão do esquema fraudulento, apenas numa única empresa familiar, que não possuía nenhum funcionário, Luciano “contratou fraudulentamente” 164 empregados, sacando após alguns meses o abono salarial desses funcionários que nunca prestaram nenhum dia de serviço na referida empresa. A Polícia Civil investiga agora a participação de outros comparsas de Luciano, que também auferiram lucros do esquema.

Luciano que ganha um pouco mais que um salário mínimo em sua carteira de trabalho, esbanjava vida de luxo e possui veículo como Ford Fusion e motocicleta de 600 cilindradas, incompatível com seus rendimentos. Quanto as diversas denúncias e informações de que o mesmo comercializa entorpecentes, a Polícia Civil dará continuidade as investigações.

O acusado foi preso em flagrante delito e responderá inicialmente pelos crimes de posse de munição, estelionato e falsidade documental, ficando recolhido na carceragem, a disposição da Justiça Criminal de Amargosa. Cópia do procedimento será encaminhado para a Polícia Federal investigar os crimes federais também existentes, já que ele cometia fraude também contra a União.

 

Informações: Midia Bahia

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