SAJ: Risco de consumir carne de origem clandestina é tema de seminário

A cidade de Santo Antônio de Jesus recebeu nessa segunda-feria (5) uma série de palestras sobre os riscos e problemas gerados pelo abate clandestino de animais. O evento, intitulado 2º Seminário sobre Abate Clandestino, foi organizado pelo Ministério Público estadual em parceria com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a Vigilância Sanitária e a empresa frigorífica Frigosaj. Membros do MP realizaram duas palestras na ocasião. O promotor de Justiça Julimar Barreto, que atua na cidade, explicou que a produção clandestina de carnes acarreta problemas em diversas áreas. “O abate clandestino afeta a saúde pública, já que a carne de má qualidade pode transmitir doenças diversas, e impacta os direitos do consumidor, já que está sendo oferecido um produto impróprio ao consumo. Além disso, há um impacto ambiental, pois a prática pode representar maus tratos ao animais e gerar contaminação do solo e dos corpos d’água próximos ao local”, disse.

Já a promotora de Justiça Márcia Câncio, coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do Consumidor (Ceacon), defendeu a necessidade de integração entre diferentes órgãos para combater este problema. “É necessária uma atuação conjunta entre os órgãos de Vigilância Sanitária, o Sistema Único de Saúde (SUS), as prefeituras municipais, as autoridades policiais, o MP e as empresas que atuam legalmente nesta área”, afirmou. A promotora ressaltou ainda que, devido ao caráter clandestino desses abatedouros, eles “não recolhem nenhum tipo de imposto e nem contribuem com benefícios para a sociedade”. O 2º Seminário sobre Abate Clandestino também contou com uma palestra do gerente territorial da Adab em Santo Antônio de Jesus, Luiz Geraldo Sampaio.

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