Moradora de Santo Amaro tem filho no chão de hospital em São Francisco do Conde

Uma moradora da cidade de Santo Amaro precisou de atendimento para dar à luz, na madrugada dessa e teve que ir para a cidade de São Francisco do Conde onde teve seu filho no chão do Hospital Docente Assistencial Célia Almeida Lima.  O trabalho de parto foi registrado por pacientes que ficaram indignados com o descaso. “Não tivemos No chão frio da recepção sem direito a sala de parto, a uma cama, a assistência de médicos e enfermeiras”, disse uma moradora de Santo Amaro. De acordo com a prefeitura de São Francisco do Conde os casos oriundos de Santo Amaro são recorrentes nesses casos e 70% dos atendimentos da unidade, inclusive os de maior gravidade, são do município de Santo Amaro. “Esses pacientes chegam em condição extremamente grave em nossa unidade. Não somos referência de atendimento para nenhum município, sob nenhuma condição, em nenhuma especialidade”, disse em nota a secretaria de saúde de SFC.

Nossa equipe entrou em contato com a assessoria da prefeitura de Santo Amaro mas até o fechamento da nota não obtivemos retorno.

Confira a nota da prefeitura de São Francisco do Conde:

 

Sobre o fato ocorrido na noite anterior no Hospital Docente Assistencial Célia Almeida Lima com gestante, por meio deste, salientamos que a mesma chegou em franco trabalho de parto, no ápice do período expulsivo. Não diferente de como recebemos a grande maioria das pacientes advindas do município vizinho, essa paciente chegou de ambulância, sem nenhuma referência do município de origem, sem nenhum contato, sendo ela exposta a um transporte completamente inadequado, com risco de parto em qualquer momento, inclusive na própria ambulância que a trazia, pois já chegou na unidade em vias de fato do parto, no período expulsivo. Foi assistida pelo médico da unidade na condição que ocorria, vide foto que está em circulação.

Esse modo de transporte sanitário de gestante não é uma exceção, é sim, prática frequente, valendo ressaltar que semana passada recebemos uma paciente do mesmo modo, em período expulsivo, evoluindo com parto complicado que poderia ter ocorrido no próprio meio de transporte que usam para enviar essas pacientes à nossa unidade.

O atendimento continua a ser realizado como normalmente, todas as pacientes são atendidas e internadas conforme protocolo de internamento.

Mais de 70% dos atendimentos da unidade, inclusive os de maior gravidade, são do município de Santo Amaro. Esses pacientes chegam em condição extremamente grave em nossa unidade.

Ressalto que nos momentos de superlotação, como ocorrido na semana anterior, houve redirecionamento das gestantes de outros municípios pois não tínhamos espaço físico para que o atendimento fosse feito. Esses são casos específicos e bem alinhados com a rede se saúde de São Francisco do Conde e comunicado a esses municípios que se negam a assumir a responsabilidade da assistência.

Não somos referência de atendimento para nenhum município, sob nenhuma condição, em nenhuma especialidade.

Somos um hospital que pertence a uma rede de saúde do município, com fluxo bem definidos, rede bem organizada, com pré natal das gestantes, com todos os modos assistências defendidos na Rede Cegonha já implementados. Estamos preparados para atender nossa rede, entretanto o excesso do fluxo do entorno, especialmente como esse, mostra o quanto o município tem sentido com a demanda que excede.

Ressalto ainda a agressividade dos pacientes que chegam de outros municípios, com agressões verbais e por pouco não chegam às vias de fato, muitas vezes tendo que haver intervenção para que não ocorra o pior desfecho.

À disposição para qualquer esclarecimento adicional.
SESAU SFC

 

Confira o que diz a prefeitura de Santo Amaro:

Em resposta ao relato e foto de uma gestante parindo no chão da recepção do Hospital Docente Assistencial Célia Almeida Lima, publicada nas redes sociais em 22 de outubro de 2019, onde o município de Santo Amaro é acusado de ter encaminhado por meio de ambulância uma gestante em franco trabalho de parto, no ápice do período expulsivo para o Hospital supracitado, o município de Santo Amaro informa que a gestante foi orientada durante o pré-natal a buscar atendimento no Hospital Nossa Senhora da Natividade no próprio município para realizar o parto, e que segundo informações da gestante, informações essas prestadas diante da diretora do hospital Docente Assistencial Célia Almeida Lima, ela procurou o município de São Francisco do Conde por conta própria e que seu esposo a levou para o referido município em um carro particular, e o hospital negou atendimento, resultando no nascimento da criança em plena recepção após duas horas de espera no local.

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