Moradores de Cachoeira e Maragijipe são beneficiados com projeto “Cultivo de Ostras”

Cerca de 50 moradores de duas comunidades quilombolas das cidades de Maragojipe e Cachoeira receberam apoio para viabilizar protótipos de modelos de negócios. Os projetos “Cultivando Ostras” – realizado pela Associação dos Pescadores e Marisqueiras Remanescentes de Quilombos da Enseada do Paraguaçu, em São Roque do Paraguaçu (Maragojipe) – e “Unidos Venceremos” – da Associação de População Tradicional, de São Francisco do Paraguaçu (Cachoeira) – estão em andamento e serão avaliados no fim do ano, com a possibilidade de serem incluídos para apoio dos modelos de negócio testados em 2019.

Essa iniciaiva se deu por meio do grupo Votorantim Energia em parceria entre o Instituto Votorantim e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), desenvolve o Programa ReDes no Recôncavo Baiano e beneficia c

“As primeiras ações dos projetos incubados trouxeram bons resultados, fortalecendo a proposta da Votorantim Energia de valorizar os produtores locais, gerar emprego e renda. As comunidades quilombolas têm uma rica bagagem cultural e de costumes, e o resgate de atividades tradicionais também traz orgulho para as famílias”, afirma Dejair Silva de Lima, gerente de operações da Usina Pedra do Cavalo.

A ação em Maragojipe inclui a instalação de um viveiro para produção de ostras e a viabilização de vendas coletivas para o grupo, formado em sua maioria por mulheres, que vivem nas proximidades do rio, onde o acesso principal é por meio de barcos. O sistema de travesseiros e berçário já foi instalado e as ostras estão crescendo, com manejo semanal das 28 participantes da associação e acompanhamento de bióloga contratada pela Votorantim.

“A comunidade sempre capturou as ostras direto no manguezal, mas acabava prejudicando a natureza. Tínhamos a vontade de cultivar respeitando o meio ambiente, e o suporte da Votorantim foi fundamental, sem ele não conseguiríamos. A fase de incubação está sendo importante para amadurecer o projeto. Esperamos aumentar a renda em 30%, pois da forma que estamos cultivando as ostras ficam maiores e o valor comercial melhora. Estamos confiantes em entrar para o ReDes, para conseguir aumentar a estrutura e fazer o beneficiamento do produto”, diz Atanildes Matos, presidente da Associação dos Pescadores e Marisqueiras Remanescentes de Quilombos da Enseada do Paraguaçu.

Segundo ela, as ostras estão no berçário há cerca de cinco meses, e a previsão é de fazer a primeira colheita agora em outubro.

Em Cachoeira, o projeto de aquaponia é uma iniciativa inovadora na região. O sistema de produção de alimentos combina a criação de peixes com hortaliças. No local, a água do tanque das tilápias é utilizada para produção de hortaliças hidropônicas, aproveitando a matéria orgânica como “adubo”, com a água limpa voltando para o tanque dos peixes, em um sistema fechado de reaproveitamento da água. A primeira colheita de hortaliças para comercialização foi realizada em agosto e o grupo continua realizando o manejo diariamente.

“O apoio da Votorantim Energia foi importante, com suporte financeiro e técnico para colocar em prática uma ideia antiga dos pescadores. As chuvas atrapalharam um pouco e a primeira colheita foi só de hortelã, mas estamos esperando colher em outubro as 120 mudas de coentro e alface e, em dezembro, poderemos vender as tilápias. São novas fontes de renda para nós”, afirma Verônica Ferreira Soares, da Associação de População Tradicional.

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