Alan Castro é dono de metade de dívidas não negociadas entre deputados estaduais e União

O deputado estadual Alan Castro (PSD) acumula, sozinho, mais da metade dos débitos sem previsão de pagamento de parlamentares baianos com a Receita Federal. Duas empresas em que o médico é sócio administrador, a CMP Clínica Médica Pediátrica e Radiomed Serviços Médicos Especializados, tem dívidas irregulares de R$ 687 milhões com o governo. O valor corresponde a 56% das dívidas de deputados estaduais da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) com o governo federal sem previsão para pagamento.

As dívidas de Castro são previdenciárias, multas e impostos não pagos nas suas duas empresas do ramo médico. Dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) obtidos pelo Bahia Notícias por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que o parlamentar segue com a dívida em situação irregular porque não se inscreveu em nenhum tipo de refinanciamento ou plano para pagamento das contas.

Com salário de R$ 25 mil e R$ 3 mil em bens declarados, Alan Castro foi escolhido pela liderança do governo Rui Costa (PT) para presidir a Comissão de Saúde na AL-BA e recentemente teve direito de exercer a profissão suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb). Procurado pelo Bahia Notícias, o parlamentar não foi localizado até a publicação desta reportagem.

Com Castro, 16 dos 63 deputados estaduais da Bahia acumulam pelo menos R$ 1,2 milhão em dívidas irregulares e R$ 878 mil já regularizado, em processo de pagamento.

Encabeçam a lista dos endividados irregulares ao lado de Castro os parlamentares Jusmari Oliveira (PSD), Euclides Fernandes (PDT) e Mirela Macedo (PSD). Diferente do médico, os citados já refinanciaram parte da sua dívida e estão em processo de pagamento de uma parcela com o Fisco. Euclides, por exemplo, tem R$ 329 mil da dívida total de R$ 524 mil já regularizada com benefício fiscal.

 

BN

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