Bolsonaro e filhos possuem pelo menos R$ 15 milhões em imóveis

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e seus três filhos que também exercem mandatos políticos somam ao menos R$ 15 milhões em patrimônio imobiliário, aponta levantamento realizado pelo jornal Folha de S.Paulo.

Nos últimos dez anos, o quarteto formado por Jair, Flávio (deputado estadual no Rio de Janeiro), Carlos (vereador no Rio) e Eduardo (deputado federal) apresentou uma  “evolução patrimonial acelerada”, diz o jornal.

Até 2008, de acordo com levantamento, a família declarava cerca de R$ 1 milhão à Justiça Eleitoral, que incluía apenas 3 dos 13 imóveis atuais, que se encontram em áreas nobres do Rio, como Urca, Copacabana e Barra da Tijuca.  Sozinho, o filho mais velho teria realizado transações relâmpago de 19 imóveis em 13 anos.

Ainda segundo o jornal, a casa onde Bolsonaro mora na capital fluminense, comprada entre 2008 e 2009 – “a preços bem mais baixos” aos estimados pela prefeitura da capital fluminense à época – pode ter tido indícios de lavagem de dinheiro de acordo com os critérios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Fazenda e do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Coefci).

Fernando Haddad questiona patrimônio imobiliário da família de Bolsonaro

Candidato à Presidência derrotado nas últimas eleições, o petista Fernando Haddad usou sua conta no Twitter, neste sábado, para questionar o patrimônio imobiliário da família do atual presidente, Jair Bolsonaro. “Afinal, como um deputado amealhou um patrimônio imobiliário de R$ 15 milhões, sem aprovar um único projeto relevante? Qual a real função da sua assessoria?”, disse Haddad na postagem junto ao link de uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

A matéria utilizada como base para o comentário do petista foi publicada em janeiro do ano passado e mostra que Bolsonaro, até então deputado federal pelo PSL-RJ, e seus três filhos que exerciam mandatos são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca. “A thread do escândalo Bolsonaro deveria começar com essa esquecida reportagem”, disse Haddad hoje.

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