Cachoeira: Líder quilombola acusa prefeito Tato Pereira de impedir realização de curso

A presidente de uma entidade quilombola de Cachoeira, no Recôncavo baiano, protocola na manhã desta segunda-feira (24) uma ação contra o prefeito da cidade, Tato Pereira (PSDB). O motivo é a não realização de um curso neste final de semana que teria sido impedido por ordens do prefeito. Segundo Maria das Graças, Maria de Totó, líder da Associação de Mulheres do Quilombo do Tabuleiro da Vitória – AMQTVA, Pereira atuou para impedir a realização da atividade sob alegação de que o encontro serviria a uma ação de opositores dele.

“O prefeito expulsou a gente do curso de formação sob alegação de que se tratava de ato político”, disse Maria de Totó ao Bahia Notícias. Ainda segundo a quilombola, o evento ocorreria na Creche Escola João de Matos, mas de última hora, os organizadores receberam a informação de que o local não poderia ser liberado. Maria das Graças ainda afirmou que todo o material que seria usado no curso também foi retirado do espaço. Além do prejuízo da formação, Maria de Totó lamentou o prejuízo causado.

“A gente vai ter que negociar com a Sepromi [Secretaria de Promoção da Igualdade Racial] porque é um dinheiro do fundo de combate à pobreza que já foi liberado e nós gastamos. Pelo visto vou ter de arcar com o prejuízo em caso de realização de novo curso”, declarou. A atividade integraria o projeto “Oficinas de Formação de Agentes Quilombolas de Direitos: Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, Promoção de Direitos Humanos e Cidadania na Micrroregião do Tabuleiro da Vitória”.

“A retaliação do prefeito Tato reflete uma postura coronelista e também ímproba, na medida em que a escola não é propriedade privada, tampouco deve atender a interesses eleitoreiros”, denuncia a entidade.

CAMPANHA – Outro fato apontado pela comunidade na representação dá conta da utilização do mutirão de saúde promovido pela secretaria local em prol da candidatura a reeleição do deputado Alan Castro (PSD).

“Após os atendimentos, os pacientes receberam suas carteiras de identidade com o nome e o número do candidato a Deputado Estadual Alan Castro. Os atendentes não diziam nada para os pacientes, apenas devolviam suas carteiras de identificação com o adesivo colado, sendo que muitos deles somente perceberam o estratagema após chegarem em seus lares. Para comprovar o aqui alegado, colacionamos fotos do aludido documento de alguns dos participantes“, relata a entidade na representação ao MP.

 

 

 

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