Lúcio Vieira Lima ‘foge’ de notificação e não registra presença na Câmara há 24 dias

Antes assíduo ao trabalho, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB) não comparece à Câmara há 24 dias. Sua última aparição foi registrada no dia 10 de abril, de acordo com a relação de presença da Casa, disponível no site do órgão.

No dia 12, o Conselho de Ética da Câmara aceitou analisar a representação feita pela Rede e pelo PSOL, pedindo a cassação do mandato do baiano. Assim, o comitê já tentou notificar Lúcio três vezes e não obteve sucesso.

Nessa quinta-feira (4), a Câmara explicou ao Bahia Notícias que vai tentar notificá-lo pela quarta vez na próxima semana, pois a assessoria do parlamentar confirmou que ele estará presente. Se isso não ocorrer, ainda na semana seguinte, o Conselho vai fazer a notificação por meio de edital, com publicação no Diário Oficial da Casa.

Denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Lúcio é acusado de lavagem de dinheiro e associação criminosa após ter sido atrelado ao caso do bunker de R$ 51 milhões. O dinheiro foi encontrado em um apartamento em Salvador, que foi emprestado ao parlamentar e teria sido utilizado por seu irmão, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), para guardar o montante. Essa operação culminou na prisão de Geddel, que está detido no Complexo Penitenciário da Papuda desde setembro do ano passado.

A mãe dos dois, Marlúcia, o ex-assessor de Lúcio, Job Ribeiro Brandão, o ex-diretor da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Gustavo Ferraz, e o sócio da empresa Cosbat, Luiz Fernando Costa Filho, também são alvos.

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