De olho na Copa, Brasil pega a Rússia nesta sexta

Às vésperas da Copa do Mundo, os treinadores das 32 seleções classificadas aproveitam os amistosos para realizar testes no elenco e corrigir as eventuais deficiências nos times. No Brasil não é diferente. Tite já deu a entender que os jogos contra a Rússia, nesta sexta-feira, 23, às 13h (da Bahia), e contra a Alemanha, na próxima terça, 27, serão fundamentais para testar algumas modificações no esquema de jogo e, principalmente, ver como a Seleção atuará sem seu camisa 10 e principal referência: Neymar.

Para o jogo contra os anfitriões da Copa, no palco da final do torneio, o comandante canarinho promoverá três mudanças em relação ao time-base. As entradas de Thiago Silva, Willian e Douglas Costa mostram um Brasil com uma nova faceta e visando a diferentes tipos de adversários.

O zagueiro e ex-capitão assume a vaga de seu companheiro de PSG, Marquinhos. A mudança surge como opção pontual de Tite, afinal, o jovem zagueiro não deixou a desejar enquanto titular. Ele, inclusive, deve ser titular no Mundial.

Briga pela última vaga

O destaque, entretanto, está na titularidade de Willian, indicando que a disputa está aberta na posição antes intocável de Renato Augusto. Essa, ao que parece, é a última brecha no time titular da Seleção.

Durante a Eliminatória para o Mundial, Tite armou um meio-campo com Casemiro como volante fixo, e Paulinho e Renato Augusto incumbidos de fazer a recomposição, além de iniciar as tramas ofensivas e, por vezes, se infiltrar na área adversária.

O problema é que, enquanto Paulinho saiu do futebol chinês e vem bem no Barcelona, Renato Augusto segue na liga asiática e em viés de baixa, o que levou Tite a testar outros jogadores e, por conseguinte, outras formações.

Nova formação tática

Com os titulares desta sexta, ele passa a definir mais as linhas do campo, utilizando o 4-2-3-1. A dupla de volantes ficará mais rígida, enquanto Douglas Costa, pela esquerda, Willian, pela direita, e Coutinho, centralizado, farão a segunda linha de meio-campo. Caberá a este último uma maior movimentação, pois Tite quer vê-lo “flutuando”.

Tite, inclusive, explicou o que espera que seu time faça nesse esquema. “Na fase ofensiva é 4-3-3, sem abrir mão de ter meio-campo forte, sempre com um dos jogadores, porque o futebol passa pela imposição do meio-campo em sua capacidade criativa, lúdica”.

Porém, fica a dúvida sobre o que o treinador fará quando Neymar estiver apto a jogar. Afinal, sua presença interfere em todo o esquema, já que seu lugar será preservado – acirrando a disputa pela última vaga.

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