Após repercussão governo decide apoiar Festa da Boa Morte

Após grande repercussão e uma matéria publicada aqui no último dia 08 de junho sobre a falta de atenção da Bahiatursa com à festa da Boa Morte, o Governo do Estado, anunciou apoio à Festa que acontece anualmente na primeira quinzena de agosto em Cachoeira. O diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), João Carlos de Oliveira, esteve em reunião na terça-feira (11), na sede do órgão, em Salvador, com o administrador do Centro Cultural da Boa Morte e organizador da festividade há 22 anos, Valmir Pereira. A Irmandade tem suas origens no século XVIII, em Salvador.

“A Festa da Boa Morte é um Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2010. Além da relevância mística e cultural, é uma manifestação que estimula o turismo e o diálogo internacional na região do Recôncavo, com visitas anuais de centenas de pesquisadores e turistas de todo o mundo”, explica João Carlos. Segundo ele, um convênio está sendo assinado entre Ipac e a Preservar, organização não-governamental representada pelo museólogo e gestor cultural Jomar Lima.

O representante da Irmandade destacou ainda a necessidade da entidade dispor de recursos próprios. “Na reunião buscamos também formas da Boa Morte se tornar autossustentável; a ideia é realizarmos oficinas, palestras, vendas de livros, comercializar objetos referentes à festividade e o Ipac pode nos auxiliar coma sua expertise”, destacou Valmir. Outra possibilidade seria obter direitos autorais sobre as milhares de imagens com as irmãs, irmandade e festa produzidas anualmente por pessoas de todo o mundo para publicações e documentários, dentre outros produtos.

Para o superintendente da Bahiatursa, Diogo Medrado, preservar a Boa Morte é fundamental. “É um evento do calendário baiano que propaga a nossa cultura secular, além de ser relevante momento para o turismo étnico. O Governo do Estado sabe da importância e estará presente em mais um ano da festa”, disse Medrado.

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