Parceria beneficia 87 famílias de agricultores no Recôncavo

Uma parceria entre o Instituto Votorantim e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), investirá em 2019 em dois projetos que serão desenvolvidos em comunidades da zona rural da cidade de Maragojipe pelo Programa ReDes, beneficiando 87 famílias.

É a primeira vez que a cidade recebe ações do programa, que tem o objetivo de estimular o desenvolvimento sustentável, fornecendo apoio técnico e financeiro para o fortalecimento de cadeias produtivas inclusivas capazes de gerar renda.

As iniciativas contempladas são a “Consolidação da Agroindústria Familiar do Brinco” e a “Compra Coletiva de Insumos e Assistência Técnica da Quizanga”, que se inscreveram por chamada pública de projetos e foram selecionadas com base em um diagnóstico e pré-avaliação realizados por equipes do Instituto Votorantim. A partir dos resultados dessa pré-avaliação, algumas organizações locais foram selecionadas pela própria comunidade para propor projetos de geração de trabalho e renda. Os projetos, depois de construídos, foram levados para aprovação do BNDES, Instituto Votorantim e Votorantim Energia, onde foram selecionados para apoio os dois mencionados acima e mais dois para incubação.

Com o aporte do ReDes, as ações junto às 61 famílias ligadas à Abrinco (Associação Comunitária do Brinco) incluíram a compra de um notebook para organização da parte administrativa, capacitação na área financeira e compra de material de embalagens a vácuo. Outras metas são a construção de uma cisterna, para aproveitamento de águas pluviais, estímulo para que a associação venda para empresas (ela já fornece produtos para órgãos governamentais) e formação de capital de giro.

O grupo, que produz aipim e inhame, passou a preparar os tubérculos para venda em uma unidade de beneficiamento, na qual descascam, cortam e embalam os produtos, agregando valor e motivando aumento no lucro, além da geração de novos empregos, principalmente para mulheres, que atuam nas cozinhas.

Quizanga

Na comunidade da Quizanga, os 26 produtores que mantém uma monocultura de aipim já celebram a conquista da primeira compra coletiva de adubo (cama de frango). Ao todo, foram 312 toneladas, com economia de R$ 300 por família. A Suzano investiu o montante para compra e o valor economizado pelos agricultores será utilizado para a formação de capital de giro.

Outra vertente do ReDes na Quizanga é a consultoria de um engenheiro agrônomo, que realiza reuniões mensais com o grupo e também se reúne individualmente com cada produtor a cada três meses. Um dos grandes desafios do projeto é introduzir o plantio de frutas, para acabar com a dependência de um único produto. A expectativa é cultivar abacaxi, banana, limão, maracujá e poncã em uma área de seis hectares.

Incubação

Além desses projetos, há outras duas iniciativas que estão sendo acompanhadas pela Votorantim Energia em sistema de incubação, que beneficiam cerca de 50 pessoas em duas comunidades quilombolas.

Os projetos “Cultivando Ostras” – realizado pela Associação dos Pescadores e Marisqueiras Remanescentes de Quilombos da Enseada do Paraguaçu, em São Roque do Paraguaçu (Maragojipe) – e “Unidos Venceremos” – da Associação de População Tradicional, de São Francisco do Paraguaçu (Cachoeira) – receberam apoio e serão avaliados no fim do ano, com a possibilidade de serem incluídos no ReDes em 2020.

A intenção é realizar protótipos de modelo de negócios. A ação em Maragojipe inclui a instalação de um viveiro para produção de 3.000 ostras e viabilizar compras de insumos e vendas coletivas para o grupo, formado em sua maioria por mulheres, que vivem nas proximidades do rio, onde o acesso principal é por meio de barcos.

Em Cachoeira, está sendo realizada uma iniciativa inovadora na região, com um projeto de aquaponia, sistema de produção de alimentos que combina a criação de peixes com hortaliças. No local, a água do tanque das tilápias é utilizada para produção de hortaliças hidropônicas, aproveitando a matéria orgânica como “adubo”, com a água limpa voltando para o tanque dos peixes, em um sistema fechado de reaproveitamento da água.

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