Maria Bethânia recebe catálogo de expografia do Museu do Recolhimento dos Humildes

A cantora baiana Maria Bethânia participou na última semana da tradicional procissão de Santa Bárbara na Festa de Purificação Santo Amaro. Restaurada pela artista plástica Dinorah Oliveira, a imagem da santa saiu do Museu do Recolhimento dos Humildes (também localizado em Santo Amaro) em direção à Santa Casa. Na ocasião, a cantora recebeu o catálogo de expografia da coleção do museu. A atividade fez parte das comemorações relacionadas à festa que o museu participou juntamente com a comunidade.

Durante a festa de Purificação de Santo Amaro o Museu do Recolhimento dos Humildes promoveu missas, alvorada com queima de fogos, leitura do ofício de Nossa Senhora da Purificação e uma procissão luminosa celebrada pelo Bispo Dom Antonio Tourinho. “A Festa de Purificação de Santo Amaro é um dos eventos tradicionais mais populares da Bahia. A festa atrai todo ano devotos, fiéis e turistas para a cidade. Neste ano, o Museu do Recolhimento dos Humildes acolheu as atividades porque igreja que representa a festa está em reforma pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)”, explicou a coordenadora de articulação do Museu do Recolhimento dos Humildes, Paola Publio.

Além da participação na Festa de Purificação de Santo Amaro, o museu promove ainda diversas propostas de educação patrimonial para comunidade; dentre as atividades previstas para 2019 estão quermesses, oficinas de artes, música, costura, exposições temáticas, saraus, leituras e mostras literárias do Recôncavo, como o cordel e as manifestações artísticas da região.

O museu – Instalado no Convento de Nossa Senhora da Conceição dos Humildes, em Santo Amaro, o Museu do Recolhimento dos Humildes é datado de junho de 1980. O acervo é de propriedade da Congregação de Nossa Senhora dos Humildes composto por imagens sacras delicadamente ornamentadas pelas recolhidas, além de cristais, pratarias, mobiliário, porcelanas, paramentos, rendas e alfaias (objetos litúrgicos). São cerca de 500 peças datadas do século XIX e tombadas pelo (IPHAN). Já o prédio é tombado como Patrimônio da Bahia pelo IPAC. Por conta de reformas, no momento a expografia não está disponível para visitação, porém o museu segue aberto com atividades de educação patrimonial. O Museu do Recolhimento dos Humildes é administrado por meio de um Convênio de Cooperação Técnica e Administrativa pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

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