Baianão 2019 terá briga acirrada pela hegemonia na década

O Campeonato Baiano podia até ter outro nome: tradição. Só um estadual no Brasil é mais antigo que o nosso. Em São Paulo, a bola começou a rolar em 1902. Por aqui, a disputa vem desde 1905.

Apesar da idade, o Baianão chega à sua 115ª edição mais enxuto do que nunca. São apenas dez times em disputa, com 51 jogos até a definição do título, em dois jogos, nos dias 14 e 21 de abril.

Por falar em título, a dupla Ba-Vi é quem domina, e por uma larga vantagem, a hegemonia baiana. O atual campeão Bahia tem 47 títulos. Já o Vitória, que venceu a última em 2017, tem 29 troféus.

A disputa pela hegemonia nesta década está mais do que acirrada. O Esquadrão está na frente por um título. Levantou o troféu em 2012, 2014, 2015 e 2018. Já o rubro-negro foi campeão em 2013, 2016 e 2017, este último invicto.

Com um poderio financeiro infinitamente maior que os adversários, a dupla larga no estadual mais uma vez como favoritos. Mas, por uma circunstância, isso pode mudar nesta edição.

O Bahia decidiu usar um time B, formado por reservas e jovens, na maior parte do estadual. Já o Vitória usará seu time sub-23, formado em sua maioria por pratas da casa.

Sendo assim, as chances do interior crescem. O último título fora da dupla Ba-Vi foi em 2011, com o Bahia de Feira – que inclusive terá em seu estádio o primeiro gramado sintético do Baianão.

O centenário estadual chega com novidades. Uma delas é fruto da tecnologia: a possibilidade de uso do árbitro de vídeo nas finais. A ferramenta já foi liberada pela CBF.

Mais uma vez, a TV Bahia transmitirá os jogos, a começar por Fluminense de Feira x Bahia, no domingo (20), no Joia da Princesa, às 16h.

Dentre os estádios, apenas o Lomanto Júnior, em Vitória da Conquista, aguarda liberação para uso.

OS TIMES

ATLÉTICO – Campeão da segundona, estava fora da elite desde 2013. Aposta em campeões pelo Bahia de Feira em 2011: o zagueiro Alysson e o atacante João Neto, além do técnico Arnaldo Lira. O volante Fausto, ex-Bahia, também é um dos veteranos.

BAHIA – Maior vencedor do estado, com 47 títulos, foi campeão no ano passado e busca manter a hegemonia nesta década. Até agora, são quatro títulos – 2012, 2014, 2015 e 2018. Vai começar a disputa com um time B, formado por garotos da base e reservas do time principal, comandado pelo auxiliar Cláudio Prates. Na segunda rodada, contra a Juazeirense, porém, deve colocar em campo seus principais jogadores, como o atacante Gilberto e o meia Guilherme. O Esquadrão investiu pesado para este primeiro semestre da temporada, com nada menos que nove contratações: Matheus Silva, Moisés, Ernando, Xandão, Shaylon, Guilherme, Artur, Rogério e Iago.

BAHIA DE FEIRA – Tem como trunfo o gramado sintético da Arena Cajueiro. Mantém a espinha do time intacta há anos: o goleiro Jair, o zagueiro Paulo Paraíba, o lateral Alex Cazumbá e os meias Bruninho e Jarbas seguem por lá. Quintino Barbosa será o treinador.

FLUMINENSE DE FEIRA – A preparação do Touro do Sertão foi atrapalhada pela saída do técnico Evandro Guimarães no dia 31 de dezembro, por desavenças com a direção em relação ao elenco. Para o lugar veio Chiquinho Lima, ex-jogador do clube em 2009.

JACOBINA – Promete tomar o posto de terceira força do Baianão. Os atacantes Jeam e Matheus Souza, revelados na base do Bahia, e Sony Anderson, da base do Vitória, são os destaques. Adriano Apodi, lateral que passou pelo tricolor, é bem conhecido.

JACUIPENSE – Com a base de 2018 mantida, a equipe treinada por Jonilson Veloso tem no elenco veteranos que já passaram pela dupla Ba-Vi, a exemplo do volante Uelliton, do meia Danilo Rios e do atacante Marcelo Nicácio.

JEQUIÉ – Coloca todas as suas fichas no técnico Carlos Rabello, que conseguiu o acesso à Série C pela Juazeirense em 2017. O elenco é formado por jogadores jovens e pouco conhecidos. O destaque é Robert, de 21 anos, principal revelação do clube.

JUAZEIRENSE – Após cair da Série C no ano passado, manteve só  quatro jogadores e contratou 19. A aposta é no técnico Aroldo Moreira, que estava há cinco anos na base do Bahia. Os destaques são o goleiro Douglas Pires, que deixou o Esquadrão em 2016, e Jacó, revelado no Fazendão e que estava no Goiás. O atacante Nino Guerreiro, artilheiro do estadual em 2016 pelo próprio Cancão de Fogo, está de volta a Juazeiro.

VITÓRIA – Tem 29 títulos estaduais e quer retomar protagonismo na Bahia. Nesta década, já levantou o troféu três vezes, com direito a um bicampeonato: 2013, 2016 e 2017, este último de maneira invicta. Outro incentivo para buscar o título é retomar a confiança da torcida, abalada depois do rebaixamento à Série B no ano passado. O Leão investiu pouco até agora, com apenas seis reforços: os zagueiros Edcarlos e Thales, os volantes Leandro Vilela e Wesley Dias e os meias Andrigo e Ruy. Deve estrear contra o Vitória da Conquista, na quinta-feira, já com o time principal, comandado por Marcelo Chamusca.

VITÓRIA DA CONQUISTA – Fez no ano passado a sua pior campanha em mais de uma década na elite – foi 9º colocado, e por pouco não foi rebaixado. Busca se reerguer para voltar a disputar competições nacionais. Terá Everton Goiano como técnico, profissional que comandou o Aparecidense-GO na Série D em 2018. Em campo, alguns nomes conhecidos do futebol da cidade, como o zagueiro Sílvio – no clube desde 2008 – e o atacante Tatu. Revelado no Vitória, o meia Arthur Caculé é o destaque.

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