Time sub-23 do Vitória fica no empate com o Moto Club pela Copa do Nordeste

A boa impressão deixada pelos garotos do sub-23 do Vitória na estreia da temporada – o empate da última terça, por 1 a 1, com o CSA – foi posta em xeque neste sábado, 19, com uma atuação abaixo da crítica no Barradão, diante do Moto Club. No final, o resultado foi o mesmo da primeira rodada, mas o desempenho caiu bastante.

Pênaltis polêmicos também marcaram a partida, e as duas equipes aproveitaram a ajudinha do árbitro para fazer seus gols. Únicos times que já atuaram duas vezes na Copa do Nordeste, o Leão é o terceiro colocado no Grupo A e o Moto ocupa a mesma posição no Grupo B.

De acordo o planejamento de fazer os dois jogos iniciais do ano com o sub-23, a equipe principal do Vitória, sob o comando de Marcelo Chamusca, estreia na quinta-feira, contra o Vitória da Conquista, também no Barradão, pelo Campeonato Baiano. O próximo compromisso pelo Nordestão já é um Ba-Vi, no dia 3 de fevereiro, na Fonte Nova.

Presente no começo

O jogo começou com um presente para os garotos do Leão. Nenhum dos times tinha dado as cartas ainda quando, em um lance duvidoso, o árbitro assinalou pênalti para o Vitória. Luan Ferreira recebeu na área e se atirou ao chão após contato com Nailson. Assim como na estreia da temporada, Nickson foi para a cobrança e mostrou competência para abrir o placar, aos quatro minutos.

Em desvantagem, os maranhenses tentaram partir para cima, mas, inicialmente, o time comandado por João Burse se mostrou seguro. Pouco foi ameaçado e ainda criou chance. Aos 12, Nickson foi ao fundo e tocou na medida para Luan Ferreira, na marca do pênalti. Mas ele deixou a bola escapar.

O Rubro-Negro ainda voltou a ameaçar a meta defendida por Rodolfo aos 27 minutos, quando Jhemerson arriscou de fora da área e tirou tinta da trave. No entanto, nesse momento da partida o Vitória já tinha deixado o ritmo cair, principalmente por conta do desempenho de Luan Silva, que não repetia a atuação do duelo com o CSA e abusava da individualidade.

Ao mesmo tempo, a defesa do Leão passou a mostrar fragilidade. Tanto que o Moto Club só não empatou por detalhe. Aos 37 minutos, Danilo Galvão cruzou e Márcio Diogo, sozinho em espaço deixado por Bruno Bispo, cabeceou na trave. Um minuto depois, Juninho, sem ser incomodado, bateu de esquerda da entrada da área. Passou muito perto.

E a partida foi para o intervalo com os anfitriões agradecendo muito pelo resultado parcial. Mas uma melhora se fazia necessária para que os riscos diminuíssem.

Na segunda etapa, porém, o nível da partida, que já era baixíssimo, caiu ainda mais. Com seus  meia-atacantes habilidosos apagados, o Vitória demorou a criar. Só o fez aos 15 minutos, quando Nickson tocou para Mateus e ele chutou para boa defesa de Rodolfo.

Por outro lado, se continuava com pouca ou nenhuma inspiração no ataque, na defesa o Leão tinha deixado de sofrer. Os maranhenses pareciam ter gasto todo o seu gás nos primeiros 45 minutos e não acertavam mais as jogadas no terço final do campo.

Na reta final do duelo, os visitantes voltaram a se animar. Chegaram perto do gol aos 34, quando Lucas Hulk cabeceou após cruzamento de Diego Renan, mas Caíque salvou. No lance seguinte, porém, o goleiro do Leão não conseguiu evitar o pior.

Se deu uma mãozinha no pênalti a favor do Vitória, o árbitro compensou ao inventar toque de mão dentro da área de Bruno Bispo, que ainda foi expulso. Na verdade, ele desviou a bola com o joelho. Márcio Diogo, aos 41, não desperdiçou a chance na cobrança.

Com a péssima arbitragem em destaque, combinada a duas equipes sem brilho, o empate acabou sendo justo. Mas seria mais condizente um 0 a 0.

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