Bolsonaro toma posse como presidente do Brasil

Jair Messias Bolsonaro (PSL), 63, tomou posse como o 38º presidente brasileiro às 15h desta terça-feira, 1,(horário de Brasília), em cerimônia no Congresso Nacional. Bastante emocionado, ele acompanhou a execução do Hino Nacional antes de fazer o juramento constitucional e assinar o termo de posse.

A cerimônia, que teve início em um desfile em carro aberto, contou com a presença da primeira-dama Michelle Bolsonaro e do filho do presidente, Carlos Bolsonaro. Após especulações sobre qual seria o automóvel utilizado no desfilo, Bolsonaro optou pelo histórico Rolls-Royce, modelo Silver Wraith.

O ato conta com um esquema de segurança inédito com mais de 10 mil agentes, das forças armadas, polícia e setor de inteligência, inclui ainda misseis e anti-aéreos. Cerca de 500 mil pessoas deverão acompanhar a passagem da faixa presidencial, do presidente Michel Temer para Jair Bolsonaro.

Pouco antes, durante a sessão comandada pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), Bolsonaro e seu vice leram o compromisso com a Constituição e ouviram do 1º secretário da mesa, deputado Fernando Giacobo (PR-PR), a leitura do termo de posse.

Participaram da cerimônia o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.

Após receber faixa, Bolsonaro diz que Brasil começou a se libertar do socialismo

Em um discurso com vários acenos à base de eleitores que ajudou a elegê-lo e sem tocar no tema de união nacional, o presidente Jair Bolsonaro disse que vai atender aos pedidos de mudança revelados pelas urnas e que trabalhar para colocar o Brasil no “lugar de destaque que ele merece no mundo”.

Do Parlatório, após receber a faixa presidencial do ex-presidente Michel Temer, o 38º presidente da República prometeu que vai lutar contra o modelo de governo de “conchavos e acertos políticos” e libertar a Nação “da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto”.

Diante da ovação do público presente que o saudava a gritos de “mito”, Bolsonaro, que chegou a fazer uma pausa e abanar uma Bandeira do Brasil, falou em acabar com a ideologia que, em sua visão, “defende bandidos e criminaliza policiais”, divide os brasileiros, é ensinada nas escolas e passou a guiar as relações internacionais.

“Me coloco diante da Nação no dia em que o povo começou a se libertar do socialismo”, disse o presidente. “Guiados pela Constituição, com a ajuda de Deus, a mudança será possível”, disse o eleito, citando o baixo orçamento de sua campanha eleitoral como uma prova de que as mudanças já começaram a ocorrer.

Sobre economia, Bolsonaro disse que seu governo vai enfrentar os efeitos da crise mundial, que vai propor e implementar as reformas “necessárias” e que vai priorizar a educação básica, a exemplo de outras nações ricas.

Em um último aceno a sua base eleitoral, Bolsonaro, que novamente citou o ataque sofrido durante a corrida eleitoral e a providência divina que o teria salvado, voltou a usar um slogan de campanha. “Nossa bandeira jamais será vermelha. Só será se for preciso nosso sangue para mantê-la verde e amarela”, disse.

Bolsonaro diz que vai ‘lutar para aprovar reformas essenciais’

O presidente Jair Bolsonaro disse, em seu discurso de posse no Congresso nacional, que irá trabalhar para aprovar as reformas estruturantes para ajudar na retomada da economia brasileira e que conta com o Congresso para fazê-lo.

“Vou lutar para aprovar reformas estruturantes essenciais para saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas”, disse o 38º presidente do Brasil em seu discurso. “Na economia, traremos a marca do livre mercado e da eficiência. Montamos uma equipe técnica, sem o tradicional viés político.”

Em sua fala, Bolsonaro também disse que irá respeitar regras, contratos e propriedades e defendeu a abertura do País ao comércio internacional, novamente sem “viés ideológico”, e destacou que a agropecuária brasileira continuará a ter papel essencial neste tema, em harmonia com a preservação do meio ambiente.

O novo presidente ainda criticou gestões anteriores, dizendo que sua irresponsabilidade “nos conduziu à maior crise política e moral da história” e disse querer combater “práticas nefastas”. Ele ainda ressaltou que o pacto nacional entre os três poderes é essencial nesta tarefa.

Bolsonaro, que foi associado por críticos a possíveis condutas antidemocráticas, disse que uma de suas prioridades é proteger e revigorar a democracia. “Começamos um trabalho árduo para o Brasil iniciar um novo capítulo da sua história”, pregou. “Trabalharei para que o País encontre seu destino e se torne a grande nação que queremos.”

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