Mãe de Geddel falta audiência na Bahia sobre R$ 51 milhões em apartamento

A mãe do ex-ministro Geddel Vieira Lima, Marluce Vieira Lima, não compareceu à audiência de instrução na Justiça Federal da Bahia que estava marcada para esta terça-feira (30). O depoimento marca o fim da fase de instrução da ação penal do caso dos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador. O advogado da família Vieira Lima, Gamil Foppel, apresentou dois atestados e uma prescrição médica que justificaram o não comparecimento de Marluce.

O ex-assessor de Lúcio Vieira Lima, Job Ribeiro Brandão, e o empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho foram ouvidos pela Justiça Federal hoje. O conteúdo dos depoimentos não foi divulgado à imprensa. Os dois também são réus no caso do bunker de R$ 51 milhões.

Geddel e seu irmão, deputado federal Lúcio Vieira Lima, devem depor nesta quarta-feira (31), na sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. O advogado voltou a pedir o adiamento das audiências, o que já tinha sido negado por Edson Fachin nesta segunda-feira (29). O pedido é embasado no fato de que a defesa ainda não teve acesso aos esclarecimentos da autoridade policial sobre o resultado da perícia realizada no dinheiro.

O STF adota como procedimento padrão o término da oitiva de todas as partes da ação penal para, então, disponibilizar o que disse cada réu. Como ainda faltam serem ouvidos Geddel e Lúcio, é esperado que o relator do caso, Edson Fachin, se pronuncie após o término das audiências.

Quem conduziu o interrogatório de Luiz Fernando e Job nesta terça (30) foi o juiz instrutor Paulo Marcos de Farias, encaminhado de Brasília. A sessão foi realizada às 16h30 na sala da 17ª Vara Criminal, no Fórum Teixeira de Freitas.

Para depor no Supremo Tribunal Federal, o ex-ministro Geddel Vieira Lima precisará ser transportado do Complexo Penitenciário da Papuda, onde está detido desde setembro do ano passado.

Fase final
Os depoimentos marcam o fim da fase de instrução da ação penal e, após os réus serem ouvidos, vai ter início a última etapa do processo, as alegações finais, nas quais o Ministério Público e os acusados apresentam uma posição final sobre todas as provas e depoimentos coletados.

O próximo passo após isso é o envio do caso para o revisor analisar, que é o ministro Celso de Mello. Quando o relator liberar o processo, o julgamento será marcado na Segunda Turma e a expectativa do tribunal é que julgamento aconteça no primeiro semestre de 2019.

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