Em entrevistas, Bolsonaro declara guerra a jornal, diz que “arma de fogo garante a liberdade de um povo” e defende flexibilização de direitos trabalhistas. Assista!

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) defendeu a flexibilização da legislação relativa à posse de armas. Em entrevista à Rede Record, ele disse que a “arma de fogo garante a liberdade de um povo”.

“Queremos dar o porte definitivo à população. Não podemos criar mais um encargo para quem quer ter arma dentro de casa para defender sua família”, afirmou, argumentando que dois terços da população decidiu ter o direito de comprar armas e munições em referendo popular de 2005. “Então temos que respeitar a vontade popular”, complementou.

Durante a entrevista, Bolsonaro ainda defendeu a venda de estatais “no que não for função do Estado” e disse que muitas empresas do governo não dão resultado positivo porque são ocupadas por indicados políticos.

Guerra contra o Jornal Folha de SP que denunciou máfia do WhatsApp e funcionária fantasma de Bolsonaro

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) atacou o jornal Folha de São Paulo durante entrevista ao vivo no Jornal Nacional, na noite desta segunda-feira (29). O novo líder do Governo Federal travou uma dura batalha contra a publicação, que divulgou reportagens sobre um suposto esquema de caixa 2 envolvendo empresas que comprava disparos no WhatsApp em benefício do então candidato.

“Esse jornal não terá o apoio do Governo Federal”, assegurou aos jornalistas William Bonner e Renata Vasconcelos. “Esse jornal já não tem mais prestígio nenhum. Quase todas as fake news contra mim partiram da Folha de São Paulo”.

Ele disse que não fechará a publicação, mas que ela não receberá mais publicidade estatal. “Sou favorável à liberdade de imprensa. Aproveito para fazer justiça no Brasil. Tem uma senhora [Walderice] que trabalhava em Angra. A Folha a rotulou como fantasma. É uma mulher, negra e pobre. Ela estava de férias”, disse.

Não tem o que conversar com o MST

Bolsonaro também foi provocado a falar também de grupos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma das principais bases sociais dos governos petistas. Nesse ponto da entrevista, o deputado foi enfático: “Não tem o que conversar com o MST.”

Bolsonaro diz que vai chamar Moro para Ministério da Justiça ou STF

Mais cedo, em entrevistas ao SBT e a RecordTV, Bolsonaro afirmou que convidaria Sérgio Moro para o Supremo Tribunal Federal ou para o Ministério da Justiça. Indagado por Renata se teria preferência pessoal em indicar moro para um dos dois cargos, Bolsonaro se esquivou.

“É um homem que tem que ter o seu trabalho reconhecido. Pretendo convidá-lo para o Ministério da Justiça ou, havendo vaga, para o Supremo Tribunal Federal”, finalizou

Flexibilização de direitos trabalhistas

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou em sua primeira entrevista na TV após ser eleito que deve quer desburocratizar a economia para que o Brasil volte a crescer. O novo morador do Palácio da Alvorada afirma que pode flexibilizar direitos trabalhistas e defendeu as reformas.

“Devemos fazer com que os empresários possam contratar sem burocracia, porque só assim você faz a economia crescer”, disse, em entrevista ao “Cidade Alerta”, da RecordTV, na noite desta segunda-feira (29).

Ele também afirmou que não vai utilizar do “toma-lá-dá-cá” para preencher os cargos. “Isso acaba em ineficiência do estado”, pondera, afirmando ainda que os políticos que saíram afirmando que estão garantidos nos ministérios já podem se considerar fora do governo.

Bolsonaro afirma que vai reduzir o número de cargos comissionados. “Diminuir o número de ministérios, de cargos administrativos, a questão do cartão corporativo precisa existir, mas não vai ser completamente aberto. Tem que ter limite para você dar exemplo”.

O presidente eleito disse também que quer aprovar a reforma da Previdência ainda no governo Temer. E defendeu o teto de gastos. Para ele, se houver melhora na segurança pública, a economia também dará sinais de melhora.

Bolsonaro diz que quer extinguir TV Brasil e alterar Mais Médicos

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) fez duras críticas aos projetos implantados pelos governos do PT nas gestões dos presidentes Lula e Dilma. O novo líder do Governo Federal confirmou que pretende fazer alterações no programa “Mais Médicos” e extinguir a TV Brasil.

“Da forma como ele está, vai ser alterado. O programa Mais Médicos, criado pelo PT, foi para atender a ditadura cubana”, disparou, em entrevista ao programa “Cidade Alerta”, da Record TV, na noite desta segunda-feira (29).

Bolsonaro, que passou a campanha atacando a grande mídia, afirma que não pretende censurar a imprensa. “Quem vai impor o limite é o leitor. Tem alguns órgãos que caíram em descrédito”, disse.

No entanto, ele afirma que pretende privatizar ou extinguir emissoras públicas (como a TV Brasil, criada no governo Lula). O presidente afirmou que pretende contar com o apoio da mídia tradicional para divulgar os atos do governo.

Veja abaixo as quatro entrevistas em vídeo.

Na Globo:

 

Na Record:

 

No SBT:

 

Na RedeTV!:

 

 

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