Maragogipe: Retomada de operação da Enseada Indústria Naval é pauta de reunião do governo

A retomada de operação do estaleiro Enseada Indústria Naval, instalado em Maragojipe, para viabilizar o reaquecimento do setor com ações coletivas, foi pauta de reunião da Secretaria de Desenvolvimento Econômico com ex-prefeitos da região; o presidente do estaleiro, Maurício de Almeida; e parlamentares federais, realizada nesta semana, em Salvador. “O esforço do governo e dos diversos entes deste fórum é para garantir que a Enseada volte a operar e desenvolver o Recôncavo Baiano, gerando emprego e renda, como já fez no passado. Queremos que este importante ativo do Estado, que chegou a empregar cerca de 7,5 mil trabalhadores, em 2014, volte à plena produção”, enfatizou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Luiza Maia.

O ex-prefeito de Maragojipe, Sílvio Ataliba, disse que a iniciativa é uma saída para o problema social que assola a região, como o desemprego e a violência. “Além do governo, dos parlamentares e da associação dos ex-prefeitos, precisamos envolver também a UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano) neste movimento de defesa do Recôncavo, pois o estaleiro é da Bahia e nós vestimos a camisa, lutamos por ele”.

O presidente do estaleiro, Maurício de Almeida, falou sobre a importância da luta coletiva para a retomada de operação. “O Enseada é da Bahia e, de fato, temos aqui o melhor e mais tecnológico estaleiro do Brasil. Temos potencial para concorrer internacionalmente. O investimento que fizemos e a manutenção dele é por acreditar neste projeto, no desenvolvimento do Estado”, pontuou, informando, ainda, que o Enseada acabou de ser classificado para a segunda fase de uma licitação da Marinha do Brasil, juntamente com outros três estaleiros brasileiros para a construção de quatro navios de guerra.

Representando os parlamentares da bancada baiana no Congresso Nacional, o deputado federal Nelson Pelegrino (PT/BA) lamentou o desmonte da política de conteúdo local, promovida pelo governo Temer. “Este fato impactou negativamente o segmento naval do país. Precisamos lutar para revogar a atual política de conteúdo local, que penaliza as indústrias nacionais, e contra a MP 795, que reduziu a quase zero a alíquota de importação. Ambas as medidas prejudicaram o setor”, afirmou.

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