Wagner critica anti-petismo, mas admite erros: ‘Muita gente nossa meteu o pé na jaca’

Um dos integrantes da coordenação de campanha de Fernando Haddad (PT) pela Presidência da República, Jaques Wagner (PT) criticou nesta quarta-feira (10) o clima de anti-petismo na eleição. Em entrevista concedida em Salvador, no entanto, ele admitiu que seu partido cometeu erros e disse que “muita gente nossa meteu o pé na jaca”.

“O maior foi não ter feito a reforma política no primeiro ano, não ter regularizado a questão do financiamento público de campanha logo que a gente chegou. E acabou que a gente começou a exercer política com um lastro legal que não leva para uma boa política. Isso pra mim é o crime maior do PT. Então muita gente nossa, como já disse outras vezes, meteu o pé na jaca”, analisou Wagner.

Eleito senador no último domingo (7), ele afirmou que acredita que o clima anti-PT no país já está diminuindo e que o trabalho feito pelos governos do partido na Bahia contribui para esse fenômeno ser menor na região. “No Nordeste o que acontece de diferente: a prosperidade e os benefícios que as pessoas sentiram nos nossos governos é muito mais forte que a tentativa de criminalizar o PT e os erros que o PT fez”, declarou.

Para Wagner, o argumento do anti-petismo também é usado por pessoas que não conseguem justificar o apoio a Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pelo Palácio do Planalto. “Muita gente usa nesse momento o anti-petismo como uma espécie de explicação, porque não encontra um argumento razoável para dizer porque vota em alguém que fala os impropérios que fala”, disse.

Wagner disse que Bolsonaro é “muito inteligente”, mas ressaltou que ele “não diz nada com nada” e “não tem consistência nenhuma”. “É um coringa. Lembrando o Batman e Robin, ele é o verdadeiro Coringa. Está sempre tramando alguma coisa. Achou uma oportunidade e entrou”, explicou.

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