Em entrevista, ACM Neto declara apoio ao candidato à presidência Jair Bolsonaro

Durante uma entrevista coletiva realizada na tarde desta quarta-feira,10, no hotel Golden Tulip, o prefeito de Salvador e presidente nacional do partido Democratas (DEM) declarou apoio ao candidato à presidência Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições.

Entretanto, o prefeito ressaltou que não concorda com muitos posicionamentos do candidato e afirmou que o momento atual do país e as circunstâncias do segundo turno o levaram a apoiar Bolsonaro pois não poderia se omitir ou apoiar ao Partido dos Trabalhadores (PT).

“Desde já faço algumas ressalvas para dizer que não concordo 100% com os pensamentos, as bandeiras e pregações de Bolsonaro. Na democracia, sobretudo num segundo turno com apenas duas opções, a gente não precisa concordar em 100% com alguém para que essa pessoa possa merecer o meu voto. Mas discordo 100% do retorno do PT ao governo do Brasil”, revelou.

Na entrevista, ACM Neto fez críticas ao governo do PT e aposta no candidato do PSL como a esperança para um novo governo. ” Deposito minhas esperanças e expectativas de que possamos ter um governo novo, diferente daquele que já conhecemos. Já conhecemos o governo do PT. Já sabemos os vícios e erros cometidos pelo PT. Espero que esses mesmos vícios e erros não sejam repetidos. Que tenhamos um novo governo que olhe para os graves problemas do país a partir do compromisso de união nacional, produzindo soluções que o Brasil não pode mais esperar”, conclui.

=> “Eles têm uma grande identidade”, diz Wagner sobre apoio de ACM Neto a Bolsonaro

Escalado para compor as articulações políticas em torno de Fernando Haddad (PT) no 2º turno da eleição, o senador eleito pela Bahia, Jaques Wagner, afirmou não ter se surpreendido com o gesto do prefeito de Salvador, ACM Neto, de declarar nesta terça (10) apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). O movimento ocorre uma semana após Zé Ronaldo, candidato derrotado na disputa pelo governo, ter acenado que marcharia com o capitão da reserva.

“Particularmente, não me surpreendo com o apoio do prefeito ao rapaz. Acho que eles têm uma grande identidade. Um fugiu da eleição para não perder. O outro foge do debate porque não tem o que dizer”, declarou Wagner em coletiva à imprensa em seu escritório na capital.

Em meio a costuras para atrair o maior número de apoios, o ex-ministro disse não ter conversado com o Democratas, sigla presidida nacionalmente por Neto.

“Eu, pessoalmente, não. Pode ser que tenha gente conversando. Evidentemente, que o primeiro movimento é em relação àqueles que eram mais próximos. Todos eles já declararam, mesmo o PDT. O PDT está tendo uma reunião agora à tarde, em Brasília. Estão o Ciro, o Cid, o Lupi, está a direção deles. Vamos ver o que sai da reunião”, disse Wagner, sinalizando esperar a adesão do candidato derrotado Ciro Gomes.

Convocado para a cúpula da campanha de Haddad por seu estilo conciliador,  Wagner nega, porém, comandar as estratégias para tentar eleger o aliado no dia 28 de outubro. “Não sou o coordenador-geral da campanha do Haddad. Eu fui integrar a coordenação. “Não existe isso. A Gleisi [Hoffmann] continua presidente do partido. O Haddad tem os assessores dele”, ressaltou.

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