Ao lado de Rui, Haddad diz que arma contra Bolsonaro será o argumento

O candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (9) que manterá uma linha propositiva e de combate às fake news disseminadas por apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL). Os dois disputarão o 2º turno da corrida presidencial no dia 28 de outubro.

“Vamos fazer o que se faz em qualquer debate: mostrar inconsistência, incoerência, falta de proposta ou a implausibilidade de algumas propostas. Como uma coisa pode dar certo a outra, não. Enfim, o que a gente tem dito é que a nossa única arma vai ser o argumento”, disse Haddad em coletiva à imprensa em São Paulo, ocasião em que esteve ladeado de governadores reeleitos no Nordeste —Rui Costa (Bahia), Wellington Dias (Piauí), Camilo Santana (Ceará) e Flávio Dino (Maranhão).

Na entrevista, Haddad voltou a defender a assinatura de uma “carta de compromisso” que estabeleça um “protocolo ético”, no qual a campanha de Bolsonaro se comprometa a atuar contra a propagação de notícias falsas na internet. O capitão da reserva, por sua vez, reagiu à sugestão, chamando o adversário de “canalha” por meio de suas redes sociais.

Questionado sobre o xingamento, Haddad afirmou que os dois têm “tadições muito diferentes”. “Tenho origem em tradição democrática. Não tenho origem autoritária. Eu cultivo a democracia, cultivo o respeito mútuo, cultivo a divergência de opiniões.”

“Não estamos atuando nas redes sociais do jeito que ele estão. Temos insistindo nisso, que deveríamos ter um protocolo ético nas redes sociais, de não editar falas, não prejudicar a reputação das pessoas. Isso não foi aceito”, acrescentou o petista.

“Nada contra nenhuma plataforma que patrocine a disseminação de ideias verdadeiras, de notícias verdadeiras. Nada contra isso. O que nós estamos contra temos ganhando no TSE [Tribunal Superior Eleitoral]. Nós retiramos ontem a circulação de 33 mensagens falsas, com autorização judicial. Isso que a gente tem que combater com a ajuda de vocês”, afirmou.

Apoio de Ciro Gomes

Diante da possibilidade de Ciro Gomes anunciar um “apoio crítico” à sua candidatura, Haddad sinalizou esperar a adesão do pedetista contra o que chamou de “fascismo”.

“Nosso abraço para o Ciro Gomes, teve uma expressiva votação no Ceará. É um democrata que declarou que vai lutar contra o fascismo e, portanto, uma voz muito respeitada no país e nós queremos ter do lado. Uma figura muito importante não é de hoje. O Ciro Gomes tem aí longa trajetória de serviços prestados, inclusive nos nossos governos. PDT e PT governam o Ceará com grande êxito. Vamos repetir o êxito do Ceará no Brasil”, disse, em menção ao governador Cid Gomes, irmão de Ciro, eleito pela primeira vez para o Senado.

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