Ciro retorna às ruas e diz que não mudará estratégia de campanha. Haddad segue mesma linha

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), ao participar de carreata no Ceará, neste sábado (8), frisou que sua forma de fazer campanha não será alterada após o ataque a faca contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL).

Ele voltou a repudiar o atentado e a reforçar que a disputa política deva ser de ideais, de projetos, “e nunca de violência, de prepotência”. Disse também, conforme o G1, que  que tem buscado informações sobre o estado de saúde de Bolsonaro, mas que a campanha não pode parar.

“Agora nós estamos de volta a luta porque o Brasil não pode parar e depois do que aconteceu a minha responsabilidade cresceu ainda mais”, afirmou o candidato.

Em conversa com jornalistas, Ciro defendeu que o debate siga no campo das ideias e que tem sido “gozado” por humoristas por reconhecer seus adversários como amigos.

“Entre eu e o Bolsonaro, são diferenças intransponíveis. Eu não acredito na violência, não acredito na arma, não acredito na cultura de ódio. Entretanto, porque nossas diferenças são muito grandes, espero que ele venha rápido, são e salvo, para gente estabelecer o debate e nosso povo abençoado escolher o que é melhor”, afirmou.

Durante a agenda de campanha, Ciro afirmou que vai fixar metas de eficiência para cada unidade básica de saúde do Brasil e que ao cumprir essas metas essas unidades receberão um prêmio de R$ 100 mil por ano.

Ele citou como meta a prevenção de mortalidade infantil e de mortalidade materna e a prevenção de diabetes, hipertensão, além da satisfação do usuário.

“Na medida em que este posto de saúde ou essa unidade cumpra essas metas, receberá um prêmio de R$ 100 mil por ano o que permitirá a algumas categorias que são de oito a 10 profissionais, em algumas unidades básicas, receber até um décimo quinto salário”, disse.

Na mesma linha – o candidato a vice-presidente da República pelo PT, Fernando Haddad, afirmou que a campanha petista não mudará de estratégia após o atentado sofrido por Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL.

“Meu discurso não vai mudar por uma circunstância”, disse Haddad a jornalistas neste sábado, enquanto participava de uma caminhada pela região de Parelheiros, na Zona Sul da capital paulista.

Da mesma forma que Ciro ele desejou o restabelecimento da saúde de Bolsonaro, mas enfatizou que a campanha petista não tinha ataques a ele como seu foco.

Sobre a reunião com Lula, de acordo com o Estadão, Haddad disse neste sábado apenas que será um despacho normal, que ocorre semanalmente.

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