Bahia tem maior número de mortes causadas por crimes violentos do Brasil, diz anuário

A Bahia foi o estado brasileiro que mais registrou vítimas fatais de crimes violentos no último ano. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2018, a Bahia, sozinha, concentrou 11% de homicídios com intenção de matar (homicídio doloso), assaltos à mão armada (latrocínios) e lesões corporais seguidas de morte. Os crimes, somados, compõem a categoria de crimes violentos. Ao todo, 6.247 baianos foram vítimas fatais desses crimes, também conhecidos como Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI).

Com população de 15,2 milhões de pessoas, a Bahia tem mais crimes violentos seguidos de morte do que o estado de São Paulo, que concentra 45,34 milhões de pessoas e registrou 3.891 casos de CVLI, segundo o anuário. A taxa alta pode indicar uma distorção dos dados ou ainda uma máscara posta para diminuir o o número de casos no estado do Sudeste.

Além de numeroso, o número de mortes aparece estável no estado. Em 2016, o anuário apresentou a Bahia com 6.635 mil casos, o montante é, apenas, 388 maior que o revelado em 2017. No outra ponta da lista encabeçada pela Bahia, Roraima foi o estado que menos registrou CVLI. Ao todo, 224 pessoas foram vítimas fatais de crimes violentos no lugar.

A base de dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública levou em consideração informação de Secretarias Estaduais de Segurança Pública e Defesa Social, Polícia Civil, Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, Monitor da Violência do G1 e o IBGE.

Polícias Civil e Militar da Bahia aparecem em topo de ranking de mortes em intervenções

As Polícias Civil e Militar da Bahia aparecem entre as primeiras que mais tem “mortes decorrentes de intervenções de Policiais Civis em serviço de 2017”. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2018, 50 pessoas foram vítimas das intervenções da Polícia Civil baiana e a ação da Polícia Militar, em 2017, deixou 610 vítimas.  O número absoluto perde para índices do Rio de Janeiro e São Paulo que aparecem em 1°e 2° da lista.

Colocados juntos, em 2017, Bahia e São Paulo concentrariam 49% das mortes decorrentes de intervenções de policiais militares em serviço. Os 610 casos no último ano, na Bahia, representam um aumento de 32% em relação a 2016. Fora de serviço, o anuário não registrou nenhum caso de morte decorrente de intervenções da Civil. No caso da Militar, o número de vítimas chega a 8.

A base de dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública levou em consideração informação de Secretarias Estaduais de Segurança Pública e Defesa Social, Polícia Civil, Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, Monitor da Violência do G1 e o IBGE.

Bahia tem cerca de 9 estupros por dia, diz Anuário Brasileiro de Segurança Pública

A edição de 2018 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontou que a Bahia teve, em 2017, aproximadamente 9 estupros por dia e pelo menos uma tentativa. Com 3.270 registos pelo estudo, a Bahia concentraria 5% dos casos de violência sexual do país. O estado do Nordeste aparece no ranking em 8° lugar com maior número de atentados, perdendo para São Paulo (11.089 casos), Minas Gerais (5.199), Paraná (4.952), Rio de Janeiro (4.952), Rio Grande do Sul (4.373), Santa Catarina (3.993) e Pará (3.334).

Para o montante de dados, o anuário classificou como “estupro” o que a caracteriza a Lei Federal 12.015/2009, ou seja, além de conjunção carnal, foram contabilizados atos libidinosos e atentados violentos ao pudor. Nas tentativas de estupro, passou a valer também tentativas de atentado violento ao pudor.

Em relação a 2016, ainda segundo o anuário, a Bahia assistiu a um crescimento no número de estupros. Foram 2.845 contra 3.270 em 2017, o que representa um aumento de 13%. Nas tentativas o aumento foi de 366 casos em 2016 para 416 em 2017, aumento de 14%. Roraima, Acre e Rio Grande do Norte são os estados brasileiros com menos casos de estupro: Foram 193, 210 e 213, em 2017, respectivamente.

A base de dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública levou em consideração informação de Secretarias Estaduais de Segurança Pública e  Defesa Civil, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Feminicídio na Bahia representa 16% dos casos de homicídios contra mulheres em 2017

No ano de 2017, a Bahia registrou 474 crimes de homicídio realizados contra mulheres. No entanto, apenas 15,6% dos casos no estado foram registrados como feminicídio. Ou seja, apenas 74 casos em toda a Bahia foram classificados como crime de assassinato de uma mulher apenas pela condição de ser mulher. Em relação ao ano passado, o número é maior. No ano de 2016, 4,1% dos casos de homicídios contra mulheres foram classificados como feminicídio. os dados foram divulgados através da edição de 2018 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O número baixo pode indicar a subnotificação.

Apenas quatro estados tiveram menos casos de feminicídio notificados do que a Bahia em 2017. O Amapá teve 23 casaos de homicídio e 8,7% de proporção em relação ao feminicídio. Já em Sergipe, foram 69 homicídios e uma proporção de 8,7% O Pará apresentou 277 homicídios com 13,4% de proporção. No Paraná, foram 180 homicídios e 11,5% deles feminicídios.

Em todo o país, foram registrados 4.539 homicídios contra mulheres, enquanto em 2016 foram 4.245. A taxa de registros de feminicídio no Brasil é de 24,8% em relação ao homicídio de mulheres. O estado do Mato Grosso é o que possui maior proporção de casos registrados como feminicídio, com 90,5%.

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