Terreiro criado há 157 anos é tombado em Cachoeira

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, homologou o tombamento do Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde, localizado no município de Cachoeira, no Recôncavo baiano. Também conhecido como Roça do Ventura, o terreiro começou a ocupar o espaço em 1858, portanto, há 157 anos. O espaço é responsável pela preservação de uma das tradições religiosas de matriz africana, da liturgia do candomblé de nação jeje-mahi, originária nos cultos às divindades chamadas vodum. 

Foto: Divulgação/Iphan
Foto: Divulgação/Iphan

O Seja Unde tem fundamental importância na formação da rede de terreiros do Recôncavo e para a formação do camdomblé como religião. A solicitação para o tombamento da casa de candomblé matricial de tradição jeje-mahi foi feita pela então presidente da Sociedade Religiosa Zogbodo Male Bogun Seja Unde, Alaíde Augusta da Conceição, a veneranda vodunce Alaíde de Oyá, em dezembro de 2008 e reiterada, em 2009, pelo atual presidente da Sociedade Religiosa Zogbodo Male Bogun Seja Unde e ogã da casa, Edvaldo de Jesus Conceição, o Buda.

O mais novo bem cachoeirano considerado Patrimônio Cultural do Brasil teve seu tombamento aprovado em 4 de dezembro do ano passado, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural Nacional (Iphan), em Brasília. A portaria com a homologação da decisão foi publicada ontem, no Diário Oficial da União.

O terreiro Zogbodo abrange um sítio natural e elementos edificados, além de árvores referenciais dos ritos do candomblé. As ‘árvores sagradas’ existentes no local são Nana, Tiriri, Ogum Eroquê, Avequité, Zogbo, Bessém, Ogum, Ajuzum, Lokó, Badé, Aqué e Parara.

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