Incêndio da AL-BA é só mais um de série de ocorrências no CAB em quatro décadas

UM incêndio de grandes proporções do Palácio Luís Eduardo Magalhães, prédio principal da Assembleia Legislativa da Bahia, na tarde deste sábado (28), é só mais um de uma série de incidentes semelhantes nas últimas quatro décadas de história CAB-Centro Administrativo da Bahia. Um levantamento feito em acervos de jornais aponta que o complexo público, inaugurado no primeiro governo de Antônio Carlos Magalhães, em 1972, tem histórico extenso de  ocorrências do tipo.

TRIBUNA DA BAHIA – 1978

Erguido em 1974, o Palácio já foi atingido por chamas três vezes em um mesmo ano: 1978. Na terceira vez, o Plenário foi totalmente destruído. Nessa época, as sessões legislativas passaram a ocorrer, até a conclusão dos reparos, em 1980, no auditório da Secretaria Estadual de Agricultura – também no Centro Administrativo.

Nos anos de 1984 e 1993 também ocorreram incêndios que destruíram prédios de secretarias e, consequentemente, boa parte dos seus acervos. Em 84, o fogo atingiu a Secretaria de Agricultura. Em 93, a Secretaria de Recursos Hídricos.

A TARDE – 1993

Em janeiro de 1999, um incêndio destruiu as sedes dos Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios que funcionam no mesmo prédio de três andares. O fogo começou no primeiro andar, onde sete pedreiros trocavam o piso de uma das salas. Um dos trabalhadores teve que ser resgatado do terceiro andar pelos bombeiros. Os três andares foram completamente destruídos. Apenas as instalações do Baneb e a recepção do prédio, no térreo, não foram atingidas.

Já em outubro de 2003, um incêndio destruiu móveis, equipamentos e documentos da Secretaria de Educação. Somente a estrutura do prédio não foi comprometida pelo fogo que durou quase dois dias. As chamas se iniciaram próximo ao gabinete da secretária Anaci Bispo Paim. Ela e cerca de outros 40 funcionários ainda estavam no prédio, mas conseguiram sair pelas escadas. O fogo se alastrou rapidamente por causa da grande quantidade de material de fácil combustão, como divisórias de madeira e papéis.

Mais recentemente, um dos últimos incêndios atingiu a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), em setembro de 2014. O prédio também sedia a da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap). O fogo começou no andar térreo do prédio, ao lado da sala dos Conselhos e chegou ao terceiro pavimento em minutos. O problema teria começado em um ar-condicionado. O acervo de documentos das duas pastas fica no subsolo e, por isso, foi salvo.

Incêndio em 2018

O incêndio de grandes proporções que atingiu o terceiro andar do Palácio Luís Eduardo Magalhães foi controlado no final da tarde deste sábado (28). Uma perícia será realizada para apurar o real motivo que ocasionou o fogo – a suspeita recai em um curto circuito – e também para contabilização dos prejuízos causados pelo sinistro, iniciado por volta das 15h.

A fumaça preta que tomou conta do prédio foi vista de longe, de diversos bairros de Salvador e os principais canais de comunicação do legislativo saíra do ar. O terceiro andar estava em obras de melhorias, principalmente no setor de Recursos Humanos. Há também confirmação de que nenhum documento foi perdido e não houve vítimas.

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