Bahia arranca empate do Botafogo nos acréscimos, mas segue no Z-4

Técnico demitido e time sem comando definido por uma semana. Dois jogos sob a batuta de um interino sem convicção, com escalações totalmente opostas. Má fase técnica de quase todos os atletas importantes, afora os vários lesionados. Equipe na penúltima colocação do Brasileiro, cada vez mais íntimo da zona do rebaixamento.

Um consolo para o Bahia?  Não perdeu neste domingo, 10, graças a um gol salvador e improvável, de Allione, aos 48 minutos do segundo tempo. A estrela mística voltou a brilhar, quem sabe para dar esperança de um futuro melhor a médio prazo. Afinal, no momento, apesar do empate por 3 a 3 com o Botafogo, na Fonte Nova, quando a derrota parecia certa, não há motivo nenhum para alegria.

Nem para alívio, já que a situação segue muito preocupante. Nem mesmo a Fonte Nova, que vinha sendo reduto de triunfos desde o ano passado, tem salvado o time. Só ganhou uma das últimas cinco partidas no estádio pela Série A. Na quarta-feira, 13, terá a derradeira chance de diminuir esse prejuízo antes da parada para a Copa do Mundo: recebe o Corinthians, às 21h45.

Início enganoso

O curioso é que, nos primeiros minutos, o Bahia parecia disposto a mudar sua rotina de insucessos no Brasileiro. Com Kayke e Régis – que nem entraram em campo na derrota da última quinta, para o Paraná – como titulares, o time exibiu força ofensiva maior, mas falhava na parte final das jogadas. Pior, errou também, e gravemente, na defesa.

Aos 12 minutos, Marcinho cruzou, Tiago vacilou ao tentar cortar e a bola sobrou para Rodrigo Lindoso. Ele só tocou para Kieza marcar com o gol vazio. Não comemorou, segundo ele, por respeito à torcida que já cantou seu nome.

Depois de um baque por ter sido vazado quando atuava de maneira razoável, o Bahia acordou na metade final do primeiro tempo. Kayke deu duas boas assistências, para Elber aos 27 e para Zé Rafael aos 45, mas ambos pararam em Jefferson. O goleiro botafoguense também pegou outro chute de Elber aos 38 – no rebote, ele estava no chão, mas Igor Rabello salvou em finalização de Régis.

Apesar das louváveis tentativas, o gol tricolor só saiu com uma mãozinha do juiz, que apitou pênalti e ainda expulsou Aguirre num lance em que ele e Lucas Fonseca se agarraram na área ofensiva do Bahia. Régis, aos 48 minutos, converteu a cobrança.

Ânimo renovado? Não deu para sentir, pois, logo aos 5 minutos do segundo tempo, Leo Valencia cruzou e Kieza, livre entre Tiago e Nino, cabeceou para a rede. De novo se conteve na comemoração.

Na sequência desse gol, os tricolores que foram à Fonte presenciaram momentos tenebrosos, de absurda apatia e demonstrações de impotência da equipe. O empate só poderia sair de um lance casual, que ocorreu aos 27 minutos.

Marcelo, ex-Vitória, entregou bola de bandeja para Elber, que tocou para Vinicius acertar o alvo, de primeira.

Com um presente desse caindo do céu, o Bahia deveria se sentir na obrigação de aproveitar o ‘impulso divino’ e fazer sua parte na busca do triunfo. Porém, continuou rastejante em campo e viu Leo Valencia recolocar os cariocas em vantagem com uma linda cobrança de falta aos 38.

Fim? As forças haviam acabado? O Esquadrão não faria mais nada para evitar o revés? Torcedores já se retiravam da Fonte Nova quando, aos 48, o que poucos poderiam esperar aconteceu. Nino efetuou cruzamento de pé canhoto, que não é seu preferido, e a bola encontrou a cabeça de Allione. O baixinho de 1,70 m subiu bonito para marcar seu primeiro gol desde o Ba-Vi de ida da semifinal do Nordestão de 2017, no dia 30 de abril. Um ano e dois meses de jejum. Ponto para o imponderável.

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