Petroleiros da Bahia aderem a greve de 72 horas e fazem atos em seis cidades

Os petroleiros aderiram à greve de 72h da categoria, que ocorre em pelo menos mais 12 estados do país. Na Bahia, o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) aderiu ao movimento e faz diversas manifestações no estado, incluindo um ato em frente à sede da Petrobras na Avenida ACM. A Superintendência de Transito de Salvador (Transalvador) não tem registro da manifestação. O Centro Integrado de Comunicações (Cicom) aponta que desde às 6h47 um grupo de cerca de 50 pessoas participa da manifestação em frente à sede da Petrobras. A 13ª CIPM (CIPM/Pituba), que acompanha o protesto, garante que o ato é pacífico e até o momento não interfere no tráfego da região.

Outros movimentos são realizados no interior do Estado, em Pojuca, em Madre de Deus, Itabuna, Camaçari e na refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde. Dentre as reivindicações do movimento estão a redução dos preços dos combustíveis e gás de cozinha, retomada da produção das refinarias brasileiras com manutenção dos empregos dos petroleiros, fim das importações de derivados de petróleo, não às privatizações e ao desmonte da Petrobras e a demissão do atual presidente da empresa, Pedro Parente. A Refinaria Landulpho Alves, que fica em São Francisco do Conde, opera apenas com 53% da sua capacidade. O país, como um todo, opera com 68% da capacidade instalada. Os petroleiros são contra a nova política de preço dos combustíveis que, de acordo com eles, é responsável por reduzir a carga de refino do país e aumentar o preço dos combustíveis e gás de cozinha. A Federação Única dos Petroleiros (FUP), entidade nacional de representação da categoria, alerta que a greve por tempo indeterminado foi deliberada e pode ser deflagrada a qualquer momento.

Em entrevista, o diretor do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, contou que por se tratar de uma greve por tempo determinado, as mobilizações não irão provocar a paralisação total da produção, mas um controle nas atividades.

“Por ser uma greve de 72h, não chega a impactar no processo produtivo. Há um controle na produção nesse momento para a mobilização de trabalhadores”.

Costa diz que, nacionalmente, a greve temporária da categoria busca, dentre outras questões:

  • Redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha
  • Retomada da produção das refinarias
  • Fim das importações de derivados de petróleo
  • Não às privatizações
  • Manutenção dos empregos
  • Demissão de Pedro Parente, atual presidente da companhia

Mobilização Nacional

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou, via rede social, que a greve da categoria começou na madrugada desta quarta-feira. Na terça (29), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou o movimento ilegal e estipulou multa de R$ 500 mil por dia aos sindicatos, após ação ajuizada pela Petrobras e a Advocaia-Geral da União (AGU).

Além das mobilizações na Bahia, o comunicado da FUP publicado pouco depois da 1h relata que os funcionários “não entraram para trabalhar” em refinarias de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas e Pernambuco.

Nacionalmente, estariam paralisados os seguintes terminais: Reman (AM), Abreu e Lima (PE), Regap (MG), Duque de Caxias (Reduc, RJ), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX). Também não houve troca dos turnos, segundo a FUP, nos terminais de Suape (PE), Paranaguá (PR) e Bacia de Campos (RJ).

Os petroleiros decidiram parar as atividades por 72 horas em solidariedade ao movimento dos caminhoneiros e para pedir a destituição de Pedro Parente do comando da estatal, entre outras reivindicações.

Liminar

A ministra Maria de Assis Calsing, do TST, concedeu liminar (decisão provisória) na qual classifica como “aparentemente abusivo” o caráter da greve de 72 horas de funcionários da Petrobras. “Defiro parcialmente o pedido para que, diante do caráter aparentemente abusivo da greve e dos graves danos que dela podem advir, determinar aos Suscitados que se abstenham de paralisar suas atividades no âmbito da Petrobras e de suas subsidiárias, nos dias 30 e 31 de maio e 1.º de junho de 2018 e de impedir o livre trânsito de bens e pessoas”.

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