Com paralisação, 50 mil frangos morrem no Recôncavo baiano

Desde o começo da paralisação dos caminhoneiros, 50 milhões de aves morreram no país.
Apenas no Recôncavo baiano, a falta de ração resultou na morte de pelo menos 50 mil frangos, publica a Folha.
“O cenário é crítico. Temos milhares de frangos há três ou quatro dias sem ração”, disse Patrícia Nascimento, presidente da Associação Baiana de Avicultura.

O órgão informa que, por causa dos bloqueios dos caminhões em rodovias federais e estaduais de todo o país, as granjas ficam desabastecidas, sem milho, sorgo e sem insumos para alimentaar as aves.

Mortes de frangos já foram registradas em granjas dos municípios de Conceição da Feira, Santo Antônio de Jesus, e Governador Mangabeira. Conforme a ABA, somente no município de Governador Mangabeira foram contabilizadas, neste sábado, cerca de 50 mil aves mortas.

Caçambas e até uma retroescavadeira foram utilizadas para retirar os animais mortos dos locais. O órgão disse que não é possível, ainda, precisar quantas aves já morreram em todo o estado e nem o prejuízo.

Com paralisação de caminhoneiros, granjas ficam sem alimentos e milhares de frangos morrem na BA (Foto: Divulgação/ABA)

Com paralisação de caminhoneiros, granjas ficam sem alimentos e milhares de frangos morrem na BA (Foto: Divulgação/ABA)

“A situação nos planteis está calamitosa, muito preocupante, porque, com a greve, não chega ração. As aves morrem em questão de horas. E, se continuar desse jeito, vai virar caso de saúde pública, porque não vai local onde descartar tantas aves mortas”, disse a diretora executiva da ABA, Patrícia Nascimento.

Em toda a Bahia, segundo a ABA, há 12 frigoríficos de frangos e 485 granjas. Eles abastecem o mercado baiano, o de estados vizinhos e até importam para outros países. Em muitos deles, segundo o órgão, o estoque de alimentos para as aves terminou na sexta-feira (26).

“Cada um tem uma situação diferente, de armazenamento de frango, de estoque de alimentos, de ração. Uns conseguem ter mais dias de ração e outros já estão há três ou quatro dias sem alimento já. É uma situação preocupante, porque não tem como resolver até que as estradas sejam liberadas”, destacou Patrícia.

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