Vitória bate Vasco, ganha a primeira e encerra jejum de triunfos

Um triunfo no sufoco e que não condiz com o futebol apresentado neste domingo, 13. Ainda assim, o importante é que diante do Vasco, em São Januário, o Vitória venceu por 3 a 2 e conquistou sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro.

O resultado não tira o rubro-negro da zona de rebaixamento, mas o deixa mais próximo da saída. Agora o time ocupa a 17ª colocação, com 4 pontos – um a menos que o Bahia, primeiro fora do Z-4. Já o Vasco cai para a 6º, com 7 pontos e uma partida a menos. Na próxima rodada, o Leão recebe o Ceará, às 11h do domingo.

Vagner Mancini escalou um time diferente, com seis mudanças em relação ao jogo contra o Corinthians, na última quinta-feira. Não só a falta de entrosamento pode ser apontada como fator preponderante para a má atuação do time. Deve-se aliar a isso um time que evidencia sua limitação técnica e sua deficiência tática, principalmente na defesa. Trata-se de um resultado para comemorar, mas de uma partida para esquecer, diante do mau desempenho coletivo.

O jogo

Os dois times começaram pressionando a saída de bola adversária. O Vitória, adotando o esquema 4-2-3-1, tinha Rhayner e Wallyson abertos nas pontas. A formação, no entanto, deixou o time espaçado, dificultando as tabelas – algo muito presente no início de ano do Vitória e que se tornou a principal qualidade do time de Mancini.

Sem a troca de passes, o recurso encontrado foi o lançamento.  Essa, inclusive, também era a arma do rival. A diferença era que a desarrumada zaga rubro-negra sofria mais com as investidas vascaínas.

Os dois times abusaram dos erros de passes, principalmente entre a zona intermediária e a defesa. Foi assim que, aos 16 minutos, o volante Desábato recuou mal para  Martín Silva e possibilitou que, após Neilton dividir com o arqueiro, a bola sobrasse para André Lima, com o gol escancarado, apenas empurrar para o fundo das redes e abrir o marcador para o Leão.

Após o tento, o Vitória parou de jogar. O time chegou a ter apenas 12% da posse de bola. A sorte rubro-negra era que a bola queimava nos pés dos jogadores do Vasco.

Sem conseguir com a bola rolando, a oportunidade dos cariocas veio na bola parada, quando Rhayner cometeu pênalti infantil em Wagner. Andrés Ríos bateu e Caíque defendeu. No rebote, o próprio goleiro cometeu outro pênalti, desta vez em Yago Pikachu. O lateral assumiu a responsabilidade e mandou no canto esquerdo para empatar a partida.

Na volta do intervalo, o Vitória permaneceu acuado e o Vasco cresceu no jogo. Basttante exigido, Caíque  salvou o Leão em chutes de Rafael Galhardo e Yago Pikachu. A pressão se encaminhava para mais uma derrota fora de casa.

Mas Mancini tinha uma carta na manga. Aos 23 minutos, o técnico sacou Rhayner e colocou em campo Lucas Fernandes. Em seu primeiro toque na bola, o atacante – que não marcava um gol há dois anos – invadiu a área e chutou colocado, contando com desvio no marcador para vencer Martín Silva e colocar o Vitória novamente  na frente.

Lucas quase fez seu segundo tento, mas parou na trave. Na sequência, após  escanteio, a bola desviou em  Werley e entrou lentamente na rede. Gol contra que encaminhou o triunfo rubro-negro.

Poderia ser um final tranquilo, mas o Vitória tratava de complicar sua própria situação. Aos 38 minutos, novo erro de posicionamento defensivo e Andrés Ríos, sozinho, teve tranquilidade para anotar seu tento. O Vasco seguiu pressionando e teve chances de empatar, mas parou em Caíque e na má pontaria.

Cinco minutos tiraram o Vitória da iminente crise e o levaram à redenção. Um momento de alívio que o torcedor espera durar mais do que cinco minutos.

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