Astrofísico Stephen Hawking morre aos 76 anos, em Londres

Morreu nesta quarta-feira, 14, aos 76 anos, o astrofísico e pesquisador britânico Stephen Hawking, informou um porta-voz da família.

Os filhos Lucy, Robert e Tim emitiram um comunicado: “Estamos profundamente tristes pela morte do nosso pai hoje. Era um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado viverão por muitos anos”.

A causa da morte não foi informada. Entretanto, Hawking era portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa rara com a qual conviveu por mais de 50 anos.

Ele virou um símbolo de determinação ao conviver com a doença por décadas. A ELA fez com que ele movesse apenas um dedo e os olhos voluntariamente. Mesmo assim, ele continuou trabalhando.

Hawking é autor de 14 livros, entre eles “Uma Breve História do Tempo”, que se tornou um sucesso global quando foi lançado, em 1991, e “O universo em uma casca de noz”.

Ele nasceu em 8 de janeiro de 1942, exatamente 300 anos após a morte de Galileu, e morreu no mesmo dia do nascimento de Albert Einstein (14 de março de 1879).

Casou pela primeira vez em julho de 1965 com Jane Hawking, separando-se em 1991, e depois com sua enfermeira Elaine Mason, em 16 de setembro de 1995, da qual se divorciou em 2006. Hawking continuou combinando a vida em família (seus três filhos e três netos) e sua investigação em física teórica junto com um extenso programa de viagens e conferências.

Doutor em cosmologia, foi professor emérito na Universidade de Cambridge, posto ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Pouco antes de falecer, foi diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.

A vida de Stephen Hawking já foi contada nos livros e no cinema, a partir dos documentários “Uma breve história do tempo” (1991), baseado no livro homônimo para relatar a vida do cientista, e “Hawking” (2013), narrado pelo próprio físico.

Já o longa “A Teoria de Tudo” foi lançado nos cinemas em 2014. O filme foi baseado no livro de memórias de Jane Hawking “Travelling to Infinity: My Life with Stephen” e conta a história dele desde a juventude.

 

A seguir, algumas de suas melhores frases:

 

– “Somos apenas uma estirpe avançada de macacos em um planeta menor de uma estrela muito comum. Mas podemos entender o universo. Isto nos torna muito especiais”.

(Entrevista à revista alemã Der Spiegel, 1988)

 

– “Minhas expectativas se reduziram a zero quando tinha 21 anos. O restante foi um presente”.

(Entrevista ao New York Times, dezembro de 2004)

 

– “Acredito que o desenvolvimento pleno da inteligência artificial poderia significar o fim da raça humana”.

(Entrevista à BBC, 2014)

 

– “Vivo com a perspectiva de uma morte precoce há 49 anos. Não tenho medo de morrer, mas também não tenho pressa”.

(Entrevista ao jornal britânico The Guardian, maio de 2011)

 

– “Ninguém pode resistir à ideia de um gênio aleijado”.

(Entrevista à revista americana Time, setembro de 1993)

 

– “Pessoas que se vangloriam de seu QI são perdedoras”.

(Entrevista ao New York Times, dezembro de 2004)

 

– “Se os extraterrestres nos visitarem algum dia, acredito que o resultado será parecido a quando Cristóvão Colombo desembarcou na América, um resultado nada positivo para os nativos”.

(Documentário “Into the Universe”, The Discovery Channel, 2010)

 

– “A cruz de minha celebridade é que não posso ir a lugar algum sem ser reconhecido. Não basta colocar óculos escuros e uma peruca. A cadeira de rodas me entrega”.

(Entrevista a um canal de TV israelense, 2006)

 

– “Encontrar a resposta para isto seria o grande triunfo da razão humana, porque então conheceríamos a mente de Deus”.

(Sobre o motivo da existência do universo, em seu livro “Uma Breve História do Tempo”, 1988).

 

– “Há uma diferença fundamental entre a religião, que se baseia na autoridade, e a ciência, que se baseia na observação e na razão. A ciência vencerá, porque funciona”.

(Entrevista ao canal americano ABC, junho de 2010).

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