Após ameaças, vereadores oposicionistas de Maragojipe pedem medidas protetivas

Os vereadores da oposição no município de Maragogipe solicitaram medidas protetivas após episódio na noite desta quinta-feira (8), em sessão na Câmara Municipal. Em contato, na manhã desta sexta-feira (9), o edil Beto de Betuca (PT) afirmou que o grupo oposicionista está sendo perseguido por funcionários comissionados da prefeitura “a mando da prefeita” Vera Lúcia.

O petista contou que a sessão de ontem foi marcada por xingamentos e tentativas de agressão pelo grupo de funcionários que participam das sessões na Casa. “Mais uma vez fomos impedidos de falar na sessão. A prefeita tem a estratégia de colocar nomeados e cargos comissionado para irem a Câmara fazerem bagunça e não deixar os vereadores de oposição a discursarem. Pedimos para suspender a sessão e fomos para uma sala. Uma funcionária da prefeitura foi atrás e tentou agredir a vereadora. Ficamos nervosos e quase chegamos às vias de fato. Ficamos em uma sala, até a polícia chegar”, contou.

Ainda segundo o edil, a bancada de oposição, composta também pelos vereadores Tinho de São Roque, Fernandinho de São Roque, Renatinho de Coqueiro, Ana Leite, Raquel dos Passos e Moises, ficaram por cerca de 1h30 dentro da sala aguardando o policiamento. “Não estamos na cidade hoje porque pedimos medidas protetivas para nossa segurança”, afirmou Beto de Betuca.

Segundo o vereador, a prefeita ficou “chateada” por ter encaminhado ao Legislativo o projeto de Lei Orçamentária Anual solicitando suplementação de 80% para a prefeitura. Os vereadores aprovaram a LOA, mas não concederam a suplementação, o que segundo os vereadores, causou revolta da gestora. “A partir daí começou a perseguição. Ela não dialoga com ninguém, tenta comprar os vereadores. O marido dela, que é vereador, é quem comanda o grupo de funcionários. Nunca nos opomos a conversar com a prefeita, mas não vamos conceder suplementação sem sabermos para onde irão os recursos”.

A reportagem tenta contato com a prefeita desde a noite desta quinta-feira, mas até o fechamento desta matéria, Vera Lúcia não atende as ligações.

Maragogipe: vereadores ficam encurralados e após ameaça de agressão na Câmara

Vereadores de oposição à prefeita de Maragogipe, Vera Lúcia Maria dos Santos, relataram em vídeo que ficaram encurralados em uma sala da Câmara Municipal após sofrerem ameaças de agressão por parte de servidores da prefeitura nomeados pela gestora.

Os vereadores afirmam que acionaram as polícias civil e militar, mas até o momento da gravação do vídeo não tinham sido atendidos.

Na gravação, o vereador conhecido como Beto de Betuca (PT), relata que ele e os colegas estão sendo perseguidos por conta de uma “ditadura imposta no município” pela gestora.“Estamos sendo encurralados, ameaçados pelos funcionários nomeados da prefeitura. Não podemos exercer o nosso direito, que é a democracia aqui”, protestam.

No mês passado a gestora se tornou alvo de uma representação no Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) a partir de um pedido do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), para que fosse apurada a suposta prática de ato de improbidade administrativa em função dos indícios de irregularidade detectados nas contratações para aquisição de combustíveis.

No início deste mês, a promotora de Justiça de Maragojipe, Neide Reimão Reis, expediu uma recomendação para que a prefeita anulasse as contratações temporárias, no prazo de vinte dias, de pessoas ligadas a ela, ao vice-prefeito, vereadores, secretários municipais e agentes públicos.

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