Rui Costa sai em defesa de Wagner e critica operação: ‘ação midiática’

O governador Rui Costa (PT) criticou, na manhã desta segunda-feira (26), a operação Cartão Vermelho, deflagrada pela Polícia Federal contra um suposto esquema de superfaturamento no contrato da Arena Fonte Nova.

“Uma operação casada com a visão midiática, da propaganda negativa em ano eleitoral, o que só reafirma essa tendência de parcialidade no processo de investigação”, apontou Rui.

O governador também defendeu o ex-governador Jaques Wagner, que comandava o estado na época em que o contrato foi firmado. “Eu tenho absoluta confiança na lisura de tudo que foi feito, eu conheço o ex-governador há mais de trinta anos e tenho certeza que processo de investigação comprovará a lisura de tudo”, afirmou.

“Eu acho que ninguém está acima da lei, todos os brasileiros merecem ser tratados dentro da lei. Acho que esta medidas de exceção, midiáticas precisam ter um limite pela própria Justiça. Se um material precisa ser recolhido para dar seguimento a uma investigação, não precisa ser feita de forma midiática e a TV chegar antes de quem vai fazer a operação”, alfinetou.

Rui Costa não está entre alvos da Operação Cartão Vermelho, diz PF

Durante a Operação Cartão Vermelho, que apura irregularidades na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão da Arena Fonte Nova, em Salvador, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, na capital baiana, na manhã desta segunda-feira (26). A ação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF). Os alvos foram a Governadoria, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e endereços residenciais e comerciais.

Durante coletiva, o delegado Daniel Justo Madruga, afirmou durante coletiva que o inquérito já tramita há bastante tempo. “Existem laudos que atestam, que comprovam superfaturamento. Algumas pessoas já foram indiciadas nesse inquérito. Indícios apontam que as decisões políticas estavam num nível de hierarquia superior”, disse.

Também na oportunidade, a delegada da Luciana Matutino, chefe da Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio Financeiros da PF, esclareceu que o governador Rui Costa “não é um dos investigados da operação”. “A princípio não há [investigação]. Com o desenrolar, há possibilidade que novos autores surjam”, explicou.

A delegada ainda informou que a polícia solicitou, mas o Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) negou pedido de prisão temporária contra o ex-governador da Bahia e atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), do chefe da Casa Civil, Bruno Dauster, e do empresário amigo de Wagner, Carlos Daltro.

– Laudo da PF aponta que a obra foi superfaturada em valores que, corrigidos, podem chegar a mais de R$ 450 milhões, sendo grande parte desviada para o pagamento de propina e o financiamento de campanhas eleitorais.

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