Bahia marca nos acréscimos, vence o Atlântico e segue no G-4

Salvo pelo gongo? Na teoria, até que sim. Na prática, nem tão salvo assim. Ficaram evidentes, apesar do triunfo, as enormes deficiências do Bahia, que saiu neste domingo, 25, da Fonte Nova sob fortes vaias dos mais de 6 mil pagantes.

Diante do lanterninha Atlântico, com apenas um ponto somado até então no Campeonato Baiano, o Esquadrão teve atuação deprimente. Marcou logo no início, sofreu o empate, criou quase nada no ataque e só conseguiu o triunfo em falha do goleiro adversário nos acréscimos do segundo tempo: 2 a 1.

Apesar do mau futebol e do descontentamento de todos, o resultado foi importante para o time, que subiu para a terceira colocação, com 14 pontos, apenas um acima de Fluminense (4º) e Bahia de Feira (5º) – este último está hoje fora da zona de classificação às semifinais do torneio.

Agora, o técnico Guto Ferreira – que teve a pressão sobre si amenizada após os três jogos anteriores (goleada sobre o Vitória da Conquista, Ba-Vi conturbado e atuação razoável no 2 a 1 sobre o Náutico, pela Copa do Nordeste), mas volta a se ver na corda bamba – terá outra semana livre para trabalhar o time. O Tricolor retorna a campo só no próximo domingo, quando viaja para pegar a Juazeirense, vice-líder do estadual, às 17h. Titulares poupados ontem, como Edigar Junio e Mena, devem jogar. O meia Zé Rafael, entretanto, levou o terceiro cartão amarelo e está fora. Destaque, o armador Vinicius será julgado amanhã por conta dos episódios do clássico e deverá pegar gancho.

Sono em campo

Nos primeiros minutos, o Bahia deu impressão de que ira triturar o semi-amador Atlântico. Começou em cima e, logo aos seis minutos, abriu o placar com Zé Rafael. Nas proximidades da área, ele usou a categoria para marcar seu terceiro gol no ano, o segundo em cobrança de falta.

O problema é que, a partir daí, o Tricolor entrou em sono profundo e passou mais de uma hora sem criar chances de gol. O Atlântico, desafiando suas limitações, até levou perigo – mesmo que raras vezes. Aos 28 minutos, Matheus foi lançado em boa condição, mas demorou a finalizar e perdeu a oportunidade. Aos 37, saiu o empate. Michel pedalou na frente da marcação e deu belo passe para Ruan Magno cruzar rasteiro. Matheus desviou, Rafael Santos defendeu e Jean aproveitou a sobra.

O Bahia foi merecidamente vaiado na saída para o intervalo, mas os apupos não o fizeram acordar. As entradas de Elber, Júnior Brumado e Marco Antônio nos lugares dos apagados Régis, Kayke e Allione não surtiram nenhum efeito.

Destaque do jogo, o refinado meia Bida, vice-campeão da Copa do Brasil pelo Vitória em 2010, poderia ter colocado o Atlântico à frente aos sete minutos do segundo tempo. Ele fez uma linda jogada, passando pelo meio de dois, e arriscou de fora com a canhota. Rafael Santos espalmou.

Pelo Bahia, é possível dizer que só o prata-da-casa Júnior Brumado fez algo: perdeu uma chance clara em cabeçada aos 37 minutos, após cruzamento de Léo.

Mas o acaso ajudaria. Já na melancolia dos acréscimos, Zé Rafael mandou a bola para a área em cobrança de falta, o goleiro Ferrari falhou feio e Elton, com a meta aberta, não desperdiçou. Na hora, comemoração. Logo depois, ao apito final, vaias ainda mais pesadas

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