Maia diz que votação da intervenção no Rio adia reforma da Previdência

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia falou nesta manhã desta sexta-feira, 16, sobre a decisão da intervenção federal por meio de decreto presidencial. A expectativa de Maia é que, se o documento for assinado hoje, poderá ser publicado e votado no início da próxima semana no Congresso Nacional, o que influenciaria na agenda da reforma da Previdência, que teria discussão iniciada na terça, 20.

“O decreto gera limitações ao Poder Legislativo”, avaliou. “Votar a Previdência na próxima semana não me parece tão simples”, afirmou. De toda forma, ele avalia que a votação tem que ser realizada até o final de fevereiro.

Maia negou que a decisão possa ter sido motivada para tirar as atenções da reforma da Previdência. “Tenho certeza que o presidente refletiu, foi uma decisão bem pensada. Acho que há um problema de perda de controle na segurança no Rio de Janeiro”. E completou: “A decisão pretende garantir a segurança mínima aos moradores do Rio”.

O presidente da Câmara também contou que o presidente Michel Temer o chamou pra participar da reunião, na noite desta quinta, 15, e apresentou a proposta da intervenção que definiu como “dura e contundente”.

Maia relatou que o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse que era o único caminho para restabelecer a ordem. O deputado ainda negou ter se posicionado contra a intervenção.

Para ele, são necessários que sejam estabelecidos limites e regras quanto as estratégias do governo dessa “ação excepcional”.

O presidente da Câmara espera que os resultados apareçam em um curto espaço de tempo e pediu que os trabalhos no Rio de Janeiro sejam feitos com cuidado. “A intervenção tem que dar certo”, afirmou.

Maia ainda ponderou que continuará a agenda de segurança pública na Câmara, já que o assunto é urgente.  As afirmações foram feitas em café da manhã nesta sexta, 16, com jornalistas na residência oficial em Brasília.

Intervenção no Rio é ‘decisão muito dura’, diz Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na manhã desta sexta-feira (16) que a intervenção na área de segurança no Rio de Janeiro é uma decisão “muito contundente, dura e num momento extremo” do governo federal.

O deputado disse que foi convidado para participar da reunião com o presidente Michel Temer nesta quinta-feira, 15, e que o próprio governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse que a intervenção era a única solução. “Como o governador disse que era o único caminho, parece que, nestas condições, a forma de restabelecer a ordem é essa”, afirmou Maia.

Em café da manhã com jornalistas, Maia disse que não sabe qual o prazo de intervenção e que agora é preciso estabelecer as regras e as estratégias do governo. Ele lembrou que a ação é algo excepcional, desde a Constituinte de 1988.

Maia disse ainda que, com a intervenção, a agenda de segurança passa a ter prioridade tanto no Executivo quanto no Congresso Nacional. No encontro com a imprensa, Maia ressaltou que a situação do Rio de Janeiro é a última opção diante do descontrole na área da segurança. Para ele, é preciso que a intervenção seja de curto prazo e que gere resultado.

Ele anunciou que haverá outra reunião nesta sexta para discutir os prazos da intervenção, perto do horário do almoço. “Acho que o governo e o Congresso precisam pensar em agenda para endurecer as leis em relação a tráfico de drogas e armas. Não é apenas a intervenção, é a necessidade de ter leis mais duras e modernizá-las”, declarou.

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